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laboratório

COMPOSIÇÃO
Palácio do Sobralinho
Out 2025 a Jan 2026

A Inestética tem vindo a apostar em modelos não convencionais de criação e produção de ópera, que implicam novas metodologias artísticas.
As criações, frequentemente apresentadas em espaços alternativos, recorrem a lógicas de composição, produção e comunicação distintas daquelas que são apresentadas na maioria dos grandes teatros de ópera.
Esta 3ª edição do Laboratório de Criação de Ópera Contemporânea | Composição, faz parte de um projecto integrado de pesquisa, formação e criação, com base na experiência adquirida na produção e difusão nacional das óperas de câmara “Clepsydra” (2024), “Manifesto Nada” (2022), “As Flores do Mal” (2019), “Tabacaria” (2017), “O Corvo” (2015) e “Serei Eu Fugindo?” (2013).
No decurso do laboratório, com direcção artística do compositor Carlos Marecos e do encenador Alexandre Lyra Leite, os participantes desenvolverão projectos individuais (mini-óperas para duas vozes e ensemble de quatro elementos), a apresentar ao público em Janeiro de 2026.
As sessões de trabalho decorrerão de Outubro de 2025 a Janeiro de 2026.

objectivos

Estimular e promover a criação de ópera contemporânea, explorando novos modelos de composição/produção.
Desenvolvimento e apresentação pública dos projectos criados em contexto de laboratório.

destinatários

Compositores;
Estudantes de composição em fase final de ciclo de estudos superiores;

CANDIDATURAS ENCERRADAS
SESSÕES de laboratório (2025)

11 Outubro – 14:00-18:00
18 Outubro – 14:00-18:00
22 Novembro – 14:00-19:00
29 Novembro – 10:30-13:00 / 14:00-19:00
06 Dezembro – 10:30-13:00 / 14:00-19:00
07 Dezembro – 10:30-13:00 / 14:00-19:00

19 a 23 Janeiro 2026 – 20:00-23:30 (ensaios)

Récitas

24 e 25 Janeiro 2026

local

Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira

duração

45 horas (incluindo sessões de laboratório e ensaios)

direcção artística

Carlos Marecos (compositor)
Doutorado em Música pela Universidade de Aveiro, também diplomado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa. Prémio Lopes-Graça, em 1999 e 2000. Docente na ESML, onde dirige o ClusterLAB ensemble, desenvolvendo um intenso trabalho de investigação, no pólo ESML/IPL do CESEM, como membro integrado. Tem apresentado obras em festivais nacionais e internacionais e colaborado com o teatro e a dança contemporânea, com João Brites, Luís Miguel Cintra, Paulo Lages, José Russo, Madalena Victorino, Vera Mantero e Sofia Silva.

Alexandre Lyra Leite (encenador)
Director Artístico da Inestética. Licenciado em Cinema na ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema, Lisboa. Estudou Produção e Gestão Teatral no IFICT – Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral, em Lisboa. Em 1991 fundou a Inestética e desde então já produziu e encenou mais de 60 espectáculos nas áreas da performance, ópera e teatro. Encenou as óperas “Clepsydra” (2024), de Carlos Marecos, “Manifesto Nada” (2022), de António de Sousa Dias, a partir de Tristan Tzara, e em parceria com o compositor Luís Soldado “As Flores do Mal” (2019), a partir de Charles Baudelaire, “Tabacaria” (2017), a partir de Álvaro de Campos, “O Corvo” (2015), a partir de Edgar Allan Poe, e “Serei Eu Fugindo?” (2013), com libreto de Rui Zink.

COMPOSITORES SELECCIONADOS

Íris Virgílio
João Ricardo
Rodrigo Cardoso
Rúben Dias

CANTORES / ENSEMBLE

Rui Baeta (barítono)
Carlos Baltazar (barítono)
Philippe Trovão (saxofone)
Paula Galiana (violino)
António Alface (clarinete)
Joana Correia (violoncelo)

apresentação pública

Os projectos a desenvolver em laboratório (mini-óperas escritas para voz e ensemble) serão apresentados ao público em Janeiro de 2026, no Palácio do Sobralinho. A equipa artística será composta por 2 cantores líricos e um ensemble de 4 instrumentistas.

produção

Inestética

LABORATÓRIO financiadO por

República Portuguesa – Cultura / DGArtes
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

EXPOSIÇÃO

Instalação
7 a 29 Junho 2025
Av. Sousa Martins, 116 – Alhandra

Sextas e Sábados, das 17:00 às 22:00
Domingos, das 17:00 às 20:00
Entrada livre

Curadoria
Alexandre Lyra Leite
Rui Soares Costa

LABORATÓRIO
DE COISAS INÚTEIS II

Instalação 1

Obstáculos na paisagem
Ana Battaglia Abreu

Obstáculos na paisagem, de Ana Battaglia Abreu
foto © Filipa Alfama / edição e pós-produção © Rita Leite

Instalação
Metal, aço, elásticos e fumo
Dimensões variáveis
2025

Obstáculos na paisagem é uma instalação composta maioritariamente por materiais encontrados, recolhidos e/ou reutilizados. São linhas, objetos, obstáculos ou esculturas com interferências — formas permeáveis ao lugar, que se instalam, adaptam e relacionam entre si e com o espaço que habitam. Entre movimentos retos ou circulares, entre o movimento dos materiais e o do observador, entre o contraste de um lugar vertical e um horizonte plano.
Esta instalação simula um espaço em (des)construção, intemporal, mas marcado por vestígios do tempo. Os materiais procuram o seu lugar específico, como se o espaço fosse penetrável, trespassável, sugerindo a possibilidade de se prolongarem para além das paredes.
A instalação propõe uma reflexão sobre o gesto e a ação estética como prática experimental, marcada pela aparente simplicidade na construção ou posicionamento de cada elemento.
O espaço torna-se matéria-prima — uma paisagem , entendida como plano de atuação onde se intervém diretamente.
O material, por sua vez, oferece uma experiência estética de relação com essa paisagem.

Ana Battaglia Abreu, Lisboa 1995
Artista visual multidisciplinar atualmente baseada em Mafra. Cresceu em Lisboa, perto da dança (o que mais tarde influenciou a forma como pensa a escultura, a instalação e aos actos performativos inerentes ao fazer – produção artística). Estudou na E.S.A. António Arroio , é licenciada e mestre em Artes Plásticas pela ESAD.CR. Desde 2016, participa em exposições nacionais e internacionais e residências artísticas.
Destacam-se: Concurso-Prémio Arte Jovem CDAP (2017), Electricidade Estética (2017-2019), Fringe Festival, Macau (2019), Let Us Flop, Duplex, Lisboa (2020), A casa é a cidade é a casa é a cidade, Galeria Liminare, Lisboa (2020), Nascentes, Residência Artística, Serra Espaço Cutural, Leiria (2021), Poste Vídeo-Arte, Galeria Extéril, Porto (2022), Achei que suspendi o tempo, mas afinal apenas me suspendi a mim, exposição individual, Alcobaça (2023), Que Mar se Vê Afinal da Minha Língua? Armazém das Artes e Central-Periférica, Alcobaça (2023) e Fundação Oriente, Macau (2024).

Instalação 2

As Imagens Também Secam
Joana Duarte

As Imagens Também Secam, de Joana Duarte
foto © Alexandre Lyra Leite / edição e pós-produção © Rita Leite

Instalação com transferências fotográficas sobre lençóis, molas e corda
Dimensões variáveis
2025

Como corpos deixados ao sol, as imagens também secam. Perdem contorno, ganham vincos e manchas: não como erro, mas como gesto vital.
Nesta instalação, fotografias vernaculares – fragmentos de vidas comuns, apropriadas de arquivos públicos – são transferidas manualmente para lençóis estendidos, como memórias à mercê do tempo. Entre a intimidade do doméstico e a fragilidade do toque, estas imagens recusam a fixidez da fotografia moderna.
Num tempo em que a imagem fotográfica se tornou ubíqua, veloz e desmaterializada, este gesto devolve-lhe o corpo, o peso, o engano. Recusa o acabamento industrial e abraça o processo manual e imperfeito.
Neste ciclo íntimo, o ato de lavar não é puramente funcional: é um ritual de cuidado e esquecimento. Os lençóis, outrora escudos de conforto, tornam-se portadores de histórias íntimas e fugazes. Respiram entre a presença e a ausência, a familiaridade e a estranheza, a casa e as suas ruturas silenciosas.
O estendal torna-se lugar de suspensão: um espaço que transforma o íntimo em publico e onde a memória, como a água, evapora.

Joana Duarte, 1999
Licenciada em Pintura pela FBAUL e pós-graduada em Curadoria de Arte e Museologia pela FCSH–UNL.
Participou em várias exposições, entre as quais se destacam: “What is the first image you remember?” (Zero Art Space, Tóquio, 2025); “MNJC” (Museu de Lamas, 2024); “FARRA” (organizada pelo MACE, Elvas, 2024); “Novas Imagens do Passado” (Galeria do Palácio da Quinta da Piedade, 2024); “Um múltiplo é um múltiplo é um múltiplo” (Stolen Books, Lisboa, 2024); “Prémio Arte Jovem 2023” (Carpe Diem Arte e Pesquisa); “Bienal de Fotografia” (Vila Franca de Xira, 2022); “Reserva para o Futuro” (SNBA, 2022); exposição “Prémio Paula Rego” (Casa das Histórias Paula Rego, 2018). Vencedora do Prémio Arte Jovem Millennium BCP 2023. Em 2024, participou na residência artística Córtex Frontal, no âmbito do projeto “A Raia”. Integra diversas coleções, entre as quais: “Múltiplos”, Carpe Diem Arte e Pesquisa; Coleção Córtex Frontal; Coleção de Arte Contemporânea Marin Gaspar; e Coleção Joaquim Ferro.
https://joanarte.wordpress.com

Instalação 3

Sonhei que os meus dentes caíram
Joana Duarte

Sonhei que os meus dentes caíram, de Joana Duarte
foto © Filipa Alfama

32 esculturas de argila de celulose
Dimensões variáveis
2025

Sonhei que os meus dentes caíram. Soltavam-se devagar, desfaziam-se entre os dedos como pequenos fósseis a escaparem-me da boca. Ao acordar, restou o gesto de verificação, como quem procura vestígios arqueológicos.
O significado deste sonho varia entre culturas: presságio de morte ou infortúnio (Judaísmo, tradições chinesas), representação de familiares que partem (Islão), perda de controlo (folclore europeu), ou renovação espiritual (tradições nativo-americanas). Todas convergem na mesma verdade: os dentes representam identidade, herança e mudança.
Esta instalação propõe uma arqueologia do corpo: os dentes, marcados por imagens esbatidas, marcam o tempo em que o humano se inscreve no planeta como força geológica.
Os dentes resistem ao tempo. Ficam quando o resto desaparece. Porém, tal como a memória, também eles se desgastam. Estas trinta e duas esculturas são fragmentos imperfeitos que persistem. Gravadas com imagens desvanecidas, falam sobre aquilo que se perde, daquilo que tentamos fixar antes que desapareça.

Instalação 4

The Missing Hour
Leonor Sousa

The Missing Hour, de Leonor Sousa
foto © Filipa Alfama / edição e pós-produção © Rita Leite

Instalação
Airclay, acrílico, tecido, madeira, cobre
Dimensões variáveis
2025

Encontrar um lugar de repouso. Estruturas que trazem sossego.
À procura de um caminho de volta, por um caminho à volta.
The Missing Hour é um ensaio sobre o tempo.

Leonor Sousa, 1996
Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (2016-2020), fez eramus na Royal Danish Academy of Fine-Arts, Copenhaga e fez o Curso Artístico Individual na Royal Institute of Art, Estocolmo. Frequenta o Mestrado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
A sua prática artística desenvolve-se nos campos da pintura, performance e instalação, através dos quais explora e investiga as noções de espaço, movimento, encontro e trajetória. Ao criar gestos geográficos através de métodos ensaísticos, questiona a experiência humana no espaço através de estados de “estar em” e “existir onde”.
Participou na residência artística LisbonWeek’22, e nas exposições: “Não traço mapas para regressar”, curadoria de Francisca Portugal, Galeria Penelope, Lisboa (2021); “Playscape”, exposição coletiva com Rita Leitão, PrismaEstúdioLx, Lisboa (2021); Fuso Festival de Videoarte- artista selecionada, Maat, Lisboa (2022); O Enredo, exposição a solo, Solar dos Zagallos, Almada (2023).

Instalação 5

Sem título
Miguel de Sousa Cardinho

Sem título, de Miguel de Sousa Cardinho
foto © Alexandre Lyra Leite / edição e pós-produção © Rita Leite

Instalação
Técnica mista com materiais recolhidos 
2025

As peças apresentadas na exposição começaram com a recolha de objetos e materiais durante as viagens entre Caldas da Rainha (a minha residência atual), Alhandra (local de exposição) e Almada (atelier do curador e artista Rui Soares Costa). O resultado são várias composições “ready mades” que refletem sobre as viagens e os dias passados em Alhandra.

Miguel de Sousa Cardinho, Leiria 1996
Começou o seu percurso académico na Escola Artística e Profissional Árvore no Porto, onde tirou o curso profissional de Design de Equipamento. Licenciou-se em Design de Ambientes na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha em 2019. Concluiu o Mestrado em Design de Produto na ESAD-CR em 2022 com o projeto de tese intitulado “Homo Recolectus”. Desde 2023, trabalha como escultor de bronze na empresa Objeto – Oficina Produção Plástica. Mantém, paralelamente, o seu espaço de trabalho no Armazém Zero, onde trabalha sobre a prática de recolher e reutilizar objetos ou materiais descartados pela sociedade e como podem ser reintroduzidos no quotidiano a partir técnica DIY. Aplica o seu conhecimento em Workshops de Upciclyng em parceria com associações. Desde 2021 que é cocriador e produtor artístico do festival “Vai não Vai” em Canas de Senhorim.

Instalação 6

Oracle IGWT25
Alexandre Lyra Leite

Oracle IGWT25, de Alexandre Lyra Leite
foto © Alexandre Lyra Leite / edição e pós-produção © Rita Leite

Instalação
Braço robótico de metal com 6 servos MG996R, placa ESP32, matriz Led 32×8 , sensor HC-SR04, 2 cubos brancos
2025

Nesta instalação interactiva o visitante é confrontado com uma decisão binária, quase mística, revelada por um gesto mecânico e uma letra que projecta o futuro: Alfa – o início, a génese, a possibilidade – ou Omega – o fim, a conclusão, o destino.
Como interpretar o enigma? Será o oráculo uma entidade sábia ou apenas um reflexo do nosso desejo de encontrar respostas onde talvez só exista código?
A obra convida à contemplação do absurdo, da fé na resposta tecnológica, da constante procura por sinais que expliquem o sentido da vida. É um espelho dos tempos: algoritmos em lugar de deuses, sensores em vez de sacerdotes.
Este oráculo moderno não prevê o futuro, apenas revela o agora, mediado por circuitos, impulsos elétricos e a curiosidade humana.

Alexandre Lyra Leite, Lisboa 1971
Tem um longo percurso do domínio das artes performativas, enquanto autor, encenador e produtor. O seu trabalho caracteriza-se por uma abordagem experimental e multidisciplinar, onde a matriz poética e a dimensão visual assumem papeis preponderantes. Estudou Cinema na ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema, e Produção e Gestão Teatral no IFICT – Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral, em Lisboa. Fundador e Director artístico da companhia Inestética, produziu e encenou mais de 60 espectáculos nas áreas da performance, ópera e teatro. Foi docente no Curso Superior de Produção Multimédia Interactiva, no IPA – Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos, e formador na ETIC, em Lisboa, nos cursos de Realização, Vídeo e Animação 2D/3D.
Realizou diversos vídeos experimentais para espectáculos, spots publicitários e videoclips. Foi premiado em três edições do Concurso O Teatro na Década, organizado pelo CPAI – Clube Português de Artes e Ideias, e bolseiro na área de Artes do Espectáculo/Teatro do Centro Nacional de Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian, no Programa Novos Encenadores. Em 1996 foi distinguido com a Placa de Mérito Cultural da Cidade de Vila Franca de Xira.
Das exposições recentes destaca-se a apresentação da vídeo-instalação “She’s Lost Control” no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, de Março a Junho de 2025.
www.inestetica.com

Instalação 7

untitled, 6hp series
RSC & AG

untitled, 6hp series, de RSC & AG
foto © António Jorge Silva

Instalação
Prisma trapezoidal em aço, Ecrã 65”
Duração vídeo: 6h13m / Banda sonora original
176 cm x 200 cm x 152 cm
2025

Do mote “Pós (Industrial e Antropoceno): Novos paradigmas para a Contemporaneidade” esta peça – híbrido entre fotografia e vídeo, talvez entre instalação e escultura – problematiza o conceito de tempo numa tensão híbrida. Esta nova série “6hp” consiste em fotografias-vídeo que procuram articular uma linguagem onde a fotografia tem muitos frames, tratam-se de fotografias onde há tempo que desafiam a convenção de representação de uma imagem fotográfica. A duração de cada “fotografia” desta série de trabalhos é de 6 horas e 13 minutos, sensivelmente a duração de uma maré oceânica – um ritmo, um pulsar ou um respirar do planeta. Ao desafiar as fronteiras entre o fixo e o dinâmico questiona o conceito de tempo enquanto matriz de experiência e representação neste Antropoceno que precisamos de refundar (destruir? ultrapassar?).

Rui Soares Costa (1981) & André Gonçalves (1979) iniciaram o seu trabalho em vídeo enquanto dupla de artistas (RSC & AG) em 2024.
Rui Soares Costa tem vindo a aproximar a sua investigação e prática artística do seu pensamento político e ambiental. Em 2021 inicia a série Rising, que aborda o Antropoceno e a Crise Climática enquanto questões centrais da contemporaneidade. É representado por Salgadeiras Arte Contemporânea (Lisboa, PT) e Untagged Art (Sevilha, ES).
www.ruisoarescosta.com
André Gonçalves opera em diversas áreas artísticas, nomeadamente nas artes plásticas, música, instalação e performance. Conta no seu currículo com inúmeras exposições e festivais em mais de 20 países um pouco por todo o mundo. O seu trabalho musical, a solo ou em colectivos, está documentado em mais de 15 edições em diversas editoras nacionais e internacionais. Nos últimos anos tem sido reconhecido pelo seu trabalho enquanto criador da marca de sintetizadores modulares ADDAC System.
www.andregoncalves.info / www.addacsystem.com

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Exposição

Artistas Ana Battaglia Abreu, Joana Duarte, Leonor Sousa, Miguel de Sousa Cardinho, Alexandre Lyra Leite, Rui Soares Costa & André Gonçalves
Curadoria Alexandre Lyra Leite, Rui Soares Costa
Design gráfico Rita Leite
Direcção técnica Fernando Tavares
Acolhimento e Assistência de produção Filipa Alfama, Susana Serralha
Registo fotográfico Filipa Alfama
Registo e Edição vídeo Vítor Hugo Costa / Metafilmes 

sobre o Laboratório de Coisas Inúteis

A discussão sobre a utilidade da arte tem produzido inúmeras reflexões, que expressam visões distintas sobre a relação dos artistas, estado e sociedade nas diferentes arquitecturas de criação e difusão artística. Este laboratório de pesquisa e experimentação, destinado a jovens artistas até aos 30 anos, pretende fomentar a criação e a reflexão sobre as práticas artísticas contemporâneas e a sua relação com o contexto social, político e cultural, apostando na promoção do trabalho de artistas emergentes. No decurso da 2ª edição do laboratório (2025) foram concebidas 7 instalações.
O projecto tem curadoria de Alexandre Lyra Leite (director artístico da Inestética) e de Rui Soares Costa (artista plástico), também autores de duas instalações.

Produção Inestética 2025
Projecto financiado por República Portuguesa – Cultura, DGArtes – Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Apoios Arte Franca, Imarte, Junta de Freguesia de Alverca do Ribatejo e Sobralinho, Metafilmes

Arte Pública / Instalação
24 Jun a 4 Nov 2023
Vila F. Xira, Alhandra, Póvoa de Santa Iria
Catarina Gentil
Catarina Vilaça
Cláudia Simões
Rui Soares Costa
Tiago Leonardo
Curadoria
Alexandre Lyra Leite
Rui Soares Costa
Laboratório de Coisas Inúteis
Laboratório de Coisas Inúteis
Instalação 1
Caminho pedonal ribeirinho Alhandra-Vila F. Xira

untitled anthropocene 0,3 / 1 / 1,5 / 2 / 2,5 (rising series)
Rui Soares Costa

Laboratório de Coisas Inúteis

foto © Inestética

técnica mista
cantoneira de aço 50 x 50 x 5 mm
2023

ver localização
(a instalação encontra-se junto ao rio Tejo, a cerca de 40 metros da placa identificativa)

A peça untitled anthropocene resulta da combinação da memória das estruturas palafitas das comunidades ribeirinhas do Tejo, os Avieiros, com a problematização das consequências da ação humana em diversos dos sistemas do planeta, no que se poderá designar por uma nova época geológica, o Antropoceno. Orientam esta abordagem princípios como o da parcimónia, ou a ideia de um minimalismo conceptual. Filosoficamente, trata-se de uma correção, uma resposta ao Antropoceno. A instalação é constituída por múltiplos de cinco cantoneiras de aço que se oxidam e degradam com o passar do tempo. Cada uma das cinco cantoneiras tem a altura de cada um dos cenários utilizados pelo NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration – https://www.noaa.gov/) nos cinco modelos de projeção de subida do nível médio das águas do mar até 2100 (i.e., 0,3m, 1 m, 1,5m, 2m e 2,5m) em função de diferentes cenários de concentração de CO2 na atmosfera.

Rui Soares Costa estudou Pintura no Ar.Co, Lisboa, enquanto se licenciou, doutorou, fez pós-doutoramento e investigação em Psicologia Social e Neurociências Cognitivas entre Portugal e os EUA. Interessado em processos cognitivos como a memória de pessoas, trabalha desde 2013 exclusivamente como artista plástico. A sua prática e investigação focam-se na perceção e representação do tempo, mediante a sua suspensão, distensão e compressão. Trabalha com música contemporânea, sendo os seus projetos acompanhados por bandas sonoras originais. Atualmente tem-se focado em várias das consequências da Humanidade em diversos sistemas do planeta, das alterações climáticas e a subida do nível médio das águas do mar, ao Antropoceno. Promove no seu atelier as residências artísticas Bull’s Eye, por onde já passaram mais de cinco dezenas de artistas. Está representado em colecções em Portugal, Espanha, Alemanha, Índia, Holanda e Suíça. É representado pela Galeria das Salgadeiras, em Lisboa.

Instalação 2
Caminho pedonal ribeirinho Alhandra-Vila F. Xira

Do interior construída
Catarina Gentil

foto © Inestética

Estrutura em aço pintado
2023

“Como se constrói uma casa?
Uma casa constrói-se cuidando. De dentro para fora.
Aqui, ela aparece, impondo-se como se ali sempre pertencesse. Pronta.
Sente-se mexer, grande e leve, a afundar na terra com cada passo… cada gesto.
Um descer que é crescer.
Um afundar que é construir.
Não precisa paredes, portas, janelas ou telhado. Com o nada, sente-se o tudo.
A infinitude, escondida numa forma.
Uma casa…
Uma casa constrói-se varrendo. “

Catarina Gentil (1998) estudou Artes Plásticas, especialização em escultura, na Faculdade de Belas-artes do Porto (2016-2020). Foi estagiária no museu de arte moderna Peggy Guggenheim em Veneza (2021) e atualmente trabalha na RAMA em Torres Vedras. Desde 2019 que expõe regularmente o seu trabalho, contando com exposições no museu internacional de escultura contemporânea em Santo Tirso (2019), na Galeria Paços em Torres Vedras (2020) e na fundação D. Luís I, como finalista do prémio “A Arte Chegou Ao Colombo” (2023).
Acredita que fazer e partilhar arte é um processo de sentir, compreender e refletir as interligações entre o mundo, os outros, e nós próprios. Com um processo de trabalho sensível e intuitivo, parte de uma observação do mundo concentrada no pormenor e nas pequenas e belas normalidades da vida, para depois, criar e representar a beleza daquilo que é vasto. Do pormenor para o todo, pois é na dimensão do individual onde se encontra a experiência do coletivo.

Instalação 3
PARQUE URBANO DR. LUÍS CÉSAR PEREIRA, Vila F. Xira

Espaço Contentor: Para a democratização do quadrado imaginário
Tiago Leonardo

foto © Inestética

Estrutura de madeira, alcatifa industrial, caixa acrílica e polaroids
2023

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* Devido a ventos muito fortes e por uma questão de segurança, a instalação foi desmantelada 6 dias após a inauguração.

Em 1974, Fernando Calhau realizou um estudo para um vídeo que nunca se realizou, este intitula-se “Materialização de um quadrado imaginário”. Este quadrado foi desenhado no espaço à medida do corpo do próprio artista. Este meu espaço não figura uma perspetiva pessoal, mas sim uma construção comum, e, ao mesmo tempo individual e anónima.
Cada visitante tem uma participação activa na obra que se manifesta com a inserção, ou não, do seu retrato numa urna central da instalação, assim como com a sua experiencia com esse quadrado imaginário – sendo que este se pode entender como o que se vê para cima, a própria estrutura, o formato da urna, ou até mesmo o retrato.
É uma obra de arte pública que se reflete e se constrói a ela mesma, pensando a sua própria função e legitimação nesse espaço que a todos pertence. E, para pensar estas questões é preciso alguma forma de delimitação, um espaço contentor, que seja independente do restante sem deixar de lhe pertencer (como o Air de Paris).

Tiago Leonardo (2000) vive e trabalha em Lisboa. É licenciado em Ciências da Arte e do Património na FBAUL, e frequenta atualmente o mestrado em Estética e Estudos Artísticos (FCSH).
O seu trabalho tem-se concentrado no campo das imagens, onde olha para as especificidades – mais do que apenas da fotografia – da fotografia exposta, numa aproximação cada vez mais acentuada à pintura, sem nunca sair das problemáticas especificas do meio. O artista conta com a participação de residências como a GRÃO, da Quina das Relvas e no atelier RAMA, orientado por Paulo Brighenti e Ana Anacleto; foi finalista de prémios como a Mostra Nacional de Jovens Criadores 2022; e participou em diversas exposições coletivas, tais como: Roer o Risco I e II, Porto e Lisboa; Hammer-Time, Zaratan, Lisboa; e Agua Não-Controlada, Maceira; Hearts on Fire, Plato, Lisboa; Colabora ainda com diversas publicações, como a Umbigo Magazine e o Instituto de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa.

Instalação 4
Cais de Vila F. Xira, fábrica das palavras

Amarelo, vermelho e azul
Catarina Vilaça

vídeo © Catarina Vilaça

Vídeo-performance 
Floor graphic, formas em tecido, drone 
2023

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“Amarelo, vermelho e azul” é um espaço habitado por formas geométricas que interagem umas com as outras. Trata-se de um projecto artístico com três variantes: um site-specific, uma performance e uma vídeo-performance. A obra, com inspiração nas formas geométricas da Fábrica das Palavras, no artista Kandinsky e no ballet triádico de Oskar Schlemmer, membro da Bauhaus, é composta por um autocolante que delimita a área visual que esta ocupa e peças tridimensionais que complementam a figura desenhada. Junto da obra, um QR code possibilita visualizar a vídeo-performance filmada por drone.

foto © Inestética

Catarina Vilaça (1997). Artista plástica formada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em 2019/2020, tendo sido uma das finalistas do prémio de aquisição desse mesmo ano. Participou em diversas exposições, tanto individuais como coletivas, em diferentes cidades, algumas dessas incluem as exposições “valley + Vilaça” no Porto (2023), “Artis” em Seia (2021) e “Contextile” em Guimarães (2021). Foi uma das vencedoras do concurso “Viana Jovens com Talento 2020”, que financiou o projeto “Enco.bétular”, inaugurado em Viana do Castelo. Participou também em residências artísticas, nomeadamente na “Noite Viva” na Mealhada e na “Criatech” em Aveiro, ambas em 2021. Colaborou em projetos de animação, incluindo o filme “O Homem do Lixo” de Laura Gonçalves e a co-criação da série em stop motion “Medíocre”. Além da escultura, a sua prática artística abrange a instalação, performance, vídeo-performance, happenings e pintura, centrando-se na integração do público nas suas peças, muitas vezes assumindo um papel de ativação.

Instalação 5
PRAIA DOS PESCADORES, PÓVOA DE SANTA IRIA

Quando amanhecer
cláudia simões

foto © Inestética

antotipia sobre algodão
tecido de algodão cru com pigmento vegetal, estacas de pinho e corda de sisal
2023

ver localização

Um estuário é o local num rio onde as marés – manifestação direta dos astros sobre a orbe – são passíveis de se constatar. São a força do Céu sobre a Terra, e “No princípio criou Deus o céu e a terra” (Génesis, 1:1). Quando amanhecer surge a priori do conceito de origem, e vem a fundamentar-se na ideia de memória dissipada. Constituída por uma composição imagética formada a partir de cinquenta e cinco imagens, captadas da mesma perspetiva, no mesmo dia, entre as 16h47 e as 23h55, esta obra é como que um arquivo do próprio estuário, que é registado através de si, já que o pigmento usado para Antotipia foi feito a partir do lodo do próprio rio, colhido na Póvoa.
“A morte não é um simples ponto final, mas um ponto zero da vida, onde começa.” – Byung Chul-Han in “Rostos da Morte”
Uma peça performativa na sua efemeridade, que irá gradualmente desvanecer-se a partir do momento em que for trazida novamente para a luz.
Somente no dia da apresentação será possível vê-la na sua plenitude.

Quando amanhecer | cláudia simões

vídeo © cláudia simões

Artista multidisciplinar oriunda de Sintra, licenciada e mestre pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em Arte Multimédia, na vertente de Fotografia (2019), e Crítica, Curadoria e Teorias de Arte (2023), respetivamente. O seu trabalho é descrito por si como uma constante relação com o mundo natural e, por conseguinte, espiritual. Assume as suas capacidades de superação e crescimento como intimamente conectadas às suas emoções, que estão, por sua vez, enraizadas à sua criatividade. Tenta, portanto, criar algo sempre através de um olhar contemplativo interior e exterior, atento, lento e apaixonado, onde uma abordagem sensível e cuidada transporta consigo o peso da sua própria existência e consciência. Articulando temas como luto, efémero, ausência, orgânico, imaterialidade, e entre outros, cláudia simões reconhece de forma eterna que “sem a Natureza, eu não era artista, pois é ela que me permite reconhecer-me, ver-me, e, depois, expressar-me em algo puro e genuíno”.

sobre o Laboratório de Coisas Inúteis

A discussão sobre a utilidade da arte tem produzido inúmeras reflexões, que expressam visões distintas sobre a relação dos artistas, estado e sociedade nas diferentes arquitecturas de criação e difusão artística.
Este laboratório de pesquisa, experimentação e criação de arte pública, destinado a jovens artistas até aos 30 anos, pretende fomentar a criação e a reflexão sobre as práticas artísticas contemporâneas e a sua relação com o contexto social, político e cultural, apostando na promoção do trabalho de artistas emergentes.
No decurso do laboratório foram concebidas 5 instalações “site-specific”, a apresentar no espaço público do concelho de Vila Franca de Xira, de Junho a Setembro de 2023.
Esta primeira edição tem curadoria de Alexandre Lyra Leite (director artístico da Inestética) e de Rui Soares Costa (curador convidado), artista plástico com formação transdisciplinar entre as ciências cognitivas e as artes visuais, que é também autor de uma das instalações.

organização / PRODUÇÃO

Inestética – Associação Cultural de Novas Ideias

LABORATÓRIO FINANCIADO POR

República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direção-Geral das Artes
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

COMPOSIÇÃO
Palácio do Sobralinho
Out 2023 a Jan 2024

A Inestética tem vindo a apostar em modelos não convencionais de criação e produção de ópera, que implicam novas metodologias artísticas.
As criações, frequentemente apresentadas em espaços alternativos, recorrem a lógicas de composição, produção e comunicação distintas daquelas que são apresentadas na maioria dos grandes teatros de ópera.
Esta 2ª edição do Laboratório de Criação de Ópera Contemporânea | Composição, faz parte de um projecto integrado de pesquisa, formação e criação, com base na experiência adquirida na produção e difusão nacional das óperas de câmara “Manifesto Nada” (2022), “As Flores do Mal” (2019), “Tabacaria” (2017), “O Corvo” (2015) e “Serei Eu Fugindo?” (2013).
No decurso do laboratório, com direcção artística do compositor Carlos Marecos e do encenador Alexandre Lyra Leite, os participantes desenvolverão projectos individuais (mini-óperas para duas vozes e ensemble de quatro elementos), a apresentar ao público em Janeiro de 2024.
As sessões decorrerão de Outubro a Dezembro de 2023.

objectivos

Estimular e promover a criação de ópera contemporânea, explorando novos modelos de composição/produção.
Desenvolvimento e apresentação pública dos projectos criados em contexto de laboratório.

destinatários

Compositores;
Estudantes de composição em fase final de ciclo de estudos superiores;

direcção artística

Carlos Marecos (compositor)
Doutorado em Música pela Universidade de Aveiro, também diplomado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa. Prémio Lopes-Graça, em 1999 e 2000. Docente na ESML, onde dirige o ClusterLAB ensemble, desenvolvendo um intenso trabalho de investigação, no pólo ESML/IPL do CESEM, como membro integrado. Tem apresentado obras em festivais nacionais e internacionais e colaborado com o teatro e a dança contemporânea, com João Brites, Luís Miguel Cintra, Paulo Lages, José Russo, Madalena Victorino, Vera Mantero e Sofia Silva.

Alexandre Lyra Leite (encenador)
Director Artístico da Inestética. Licenciado em Cinema na ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema, Lisboa. Estudou Produção e Gestão Teatral no IFICT – Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral, em Lisboa. Em 1991 fundou a Inestética e desde então já produziu e encenou mais de 60 espectáculos nas áreas da performance, ópera e teatro. Encenou as óperas “Manifesto Nada” (2022), de António de Sousa Dias, a partir de Tristan Tzara, e em parceria com o compositor Luís Soldado “As Flores do Mal” (2019), a partir de Charles Baudelaire, “Tabacaria” (2017), a partir de Álvaro de Campos, “O Corvo” (2015), a partir de Edgar Allan Poe, e “Serei Eu Fugindo?” (2013), com libreto de Rui Zink.

COMPOSITORES SELECCIONADOS

Bárbara Sanchez
David Miguel
Diogo da Costa Ferreira
Iris Bramberger
João Pacheco
Tiago Jesus

duração

55 horas
(incluindo sessões de laboratório, ensaios e actividade complementar)

local

Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira

SESSÕES de laboratório

7 Outubro a 10 Dezembro 2023

Récitas

27 e 28 Janeiro 2024

apresentação pública

Os projectos a desenvolver em laboratório (mini-óperas escritas para voz e ensemble) serão apresentados ao público em Janeiro de 2024, no Palácio do Sobralinho. A equipa artística será composta por 2 cantores líricos e um ensemble de 4 instrumentistas.

produção

Inestética

estrutura financiada por

República Portuguesa – Cultura / DGArtes
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

foto de capa © João Duarte | Ópera “Manifesto Nada” no TAGV, Coimbra

COMPOSIÇÃO
Palácio do Sobralinho
Set 2018 a Jan 2019

A Inestética tem vindo a apostar em modelos não convencionais de criação e produção de ópera, que implicam novas metodologias artísticas.
As criações, frequentemente apresentadas em espaços alternativos, recorrem a lógicas de composição, produção e comunicação distintas daquelas que são apresentadas na maioria dos grandes teatros de ópera.
A 1ª edição do Laboratório de Criação de Ópera Contemporânea | Composição, faz parte de um projecto integrado de pesquisa, formação e criação, com base na experiência adquirida na produção e difusão nacional das óperas de câmara “Tabacaria” (2017), “O Corvo” (2015) e “Serei Eu Fugindo?” (2013).
No decurso do laboratório, com direcção artística do compositor Luís Soldado e do encenador Alexandre Lyra Leite, os participantes desenvolverão projectos individuais (mini-óperas para duas vozes e ensemble de quatro elementos), a apresentar ao público em Janeiro de 2019.
As sessões decorrerão de Setembro a Dezembro de 2018.

objectivos

Estimular e promover a criação de ópera contemporânea, explorando novos modelos de composição/produção.
Desenvolvimento e apresentação pública dos projectos criados em contexto de laboratório.

destinatários

Compositores;
Estudantes de composição em fase final de ciclo de estudos superiores;

direcção artística

Luís Soldado (compositor)
Alexandre Lyra Leite (encenador)

COMPOSITORES SELECCIONADOS

João Ricardo
Luís Salgueiro
Rúben Borges

local

Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira

SESSÕES de laboratório

Setembro a Dezembro 2018

Récita

26 Janeiro 2019

apresentação pública

Os projectos a desenvolver em laboratório (mini-óperas escritas para voz e ensemble) serão apresentados ao público em Janeiro de 2019, no Palácio do Sobralinho. A equipa artística será composta por 2 cantores líricos e um ensemble de 4 instrumentistas.

produção

Inestética

estrutura financiada por

República Portuguesa – Cultura / DGArtes
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira