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4 Mini Óperas de Laboratório

Palácio do Sobralinho
24 e 25 Jan 2026
Sab 21:30 / Dom 18:00
M/12 anos
[estreia]

Apresentação pública das 4 mini óperas compostas no âmbito do 3º Laboratório de Criação de Ópera Contemporânea, organizado pela Inestética no Palácio do Sobralinho, de Outubro de 2025 a Janeiro de 2026, com direcção musical do compositor Carlos Marecos e libreto do encenador Alexandre Lyra Leite, livremente inspirado no livro “O Visconde Cortado ao Meio”, de Italo Calvino.
Peças inéditas dos compositores Íris Virgílio, João Ricardo, Rodrigo Cardoso e Rúben Dias.
Interpretação de Rui Baeta (barítono), Carlos Baltazar (barítono), Paula Galiana (violino), Philippe Trovão (saxofone), António Alface (clarinete) e Joana Correia (violoncelo).

Programa / Compositores
RÚBEN DIAS
Fogo-fátuo

No folclore, um fogo-fátuo é uma luz atmosférica com caráter fantasmagórico, talvez mitológico. Diz-se que este fenómeno desorientava os viajantes noturnos, levando-os à morte em terrenos pantanosos, lugar onde era mais vezes observado. “Fogo-fátuo” é a minha resposta a esta circunstância. A da incerteza de que a luz que nos guia é aquela pela qual queremos ser guiados.

ÍRIS VIRGÍLIO
Capgras

O nosso trabalho faz-se nas sombras. Fazemos o que podemos de modo a combater o mal que nos consumiria dada a chance. Mas se o carácter de um homem é o seu fado, esta luta não é uma escolha, mas sim um chamamento. Ainda assim, por vezes, o peso deste fardo faz-nos vacilar, penetrando pela já exausta fortaleza da nossa mente, permitindo aos monstros externos voltarem-se para o interno. Somos deixados ao abandono, fitando o abismo; face ao rosto risonho da loucura.

RODRIGO CARDOSO
O ser e o corte

Como grande parte das obras operáticas, “O ser e o corte” surge de uma relação umbilical com o seu libreto. Interpretei o mesmo como um retrato de um confronto interno, em que o ser se debate sobre a sua duplicidade. Nesse sentido, as personagens presentes nesta peça são partes integrantes de uma única existência, funcionando como sombras opostas e contrastantes de um objeto que se move sem forma definida. O título escolhido acaba por fazer referência à obra “O ser e o tempo” de Heidegger, onde o autor conjectura que o homem existe de um modo de que para ele a existência é um problema. O material sonoro foi trabalhado também como matéria contrastante que se une e repele, criando um espaço de escuta onde a identidade não se revela como unidade, mas como processo.

JOÃO RICARDO
A tatuagem da rosa

“(…) a rosa é uma figura tão densa de significados ao ponto de já quase não ter mais nenhum: rosa mística, rosa viveu o que vivem as rosas, a guerra das duas rosas, uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa, os rosa-cruz, obrigado pelas belíssimas rosas, rosa fresca e perfumada.” (ECO 1984, 11)

fotos © Filipa Alfama

Ficha Artística

Direcção artística Carlos Marecos e Alexandre Lyra Leite
Direcção musical Carlos Marecos
Libreto e Concepção visual Alexandre Lyra Leite
Barítono Rui Baeta
Barítono Carlos Baltazar
Violino Paula Galiana
Saxofone Philippe Trovão
Clarinete António Alface
Violoncelo Joana Correia
Direcção técnica Fernando Tavares
Assistência técnica Álvaro Figueiredo, Rúben Mendes, Inês Maia
Assistência de produção Susana Serralha, Filipa Alfama
Design gráfico Rita Leite
Registo Fotográfico Filipa Alfama
Registo e Edição Vídeo Vítor Hugo Costa
Produção Inestética

Apoios
República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto
DGArtes – Direção-Geral das Artes
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Metafilmes

Duração total aprox: 45 minutos
M/12 anos