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Baby Blues

Palácio do Sobralinho
29 e 30 Março 2019, 21:30
M/16

O thriller psicológico no ventre materno.
Numa audição para um filme artístico que se desconfia ser um porno, uma candidata prepara-se para o início de uma carreira de sucesso. Acompanhada pela mãe, que carrega um passado repleto de inconsistências, e uma exagerada dedicação pela filha, a candidata aquece os motores para dar a performance de uma vida.

Na linha artística que o caracteriza, o Projecto Ruínas regressa ao humor negro dos universos psicológicos familiares, com a morte e o silêncio a pautar um espetáculo de sensações fortes, entre o absurdo e o “tragicómico”.

O mote para o espectáculo parte da ideia de uma suspensão no tempo do tipo de relação entre as duas personagens, mãe e filha, ou seja, a cristalização do período que se generalizou chamar de baby blues, ou que mais normalmente se chama a depressão pós-parto. É como se a relação entre as duas se mantivesse eternamente baseada no comportamento típico desse período. Este projecto teve como inspiração o trabalho de D.W. Winnicott, que num artigo intitulado “A mãe dedicada comum”, escrito em 1966, descreveu um estado psicológico especial, pelo qual as mulheres passam no final da gestação e nas semanas que sucedem o parto. É uma condição psicológica muito especial, de sensibilidade aumentada, que Winnicott chega a comparar a uma doença, uma dissociação, um estado esquizóide, que é considerado normal durante este período, e que pode também produzir um surto psicótico: a psicose puerperal.

Ficha Artística
Texto e Encenação Francisco Campos
Interpretação Maila Dimas, Susana Blazer e Francisco Campos
Desenho de Luz e Cenografia Nuno Borda de Água
Design Gráfico Miguel Rocha
Fotografia Município de Montemor-o-Novo
Produção Catarina Caetano / Projecto Ruínas
Financiamento Município de Montemor-o-Novo, ME – Direcção Geral das Artes
Apoio Largo das Residências, Alkantara Associação, Oficinas do Convento, Primeiros Sintomas, Inestética

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