ROAD TRIP TO THE END
OF THE WORLD
de Ana Vilela da Costa, Maria Leite e Martim Ramos
PERFORMANCE, 2025
Palácio do Sobralinho
27 a 30 Março 2025
Qui a Sab 21:30 / Dom 18:00
M/14 anos
Road Trip to the End of the World é uma vídeo-instalação performática que nos convida a refletir sobre os paradoxos do nosso tempo. Inspirada em autores como Byung-Chul Han, Mark Fisher e Ursula K. Le Guin, a obra mergulha em temas como a apatia, o esgotamento e a espetacularização do fim dos tempos. Entre paisagens em ruínas e fragmentos de normalidade, a instalação questiona o nosso lugar num mundo que se desintegra diante dos nossos olhos.
A instalação propõe um espaço visual e sonoro semelhante a uma viagem de carro. O público é posicionado como cúmplice, vendo a catástrofe à distância, enquanto as paisagens evocam uma estética do sublime em ruínas.
Road Trip to the End of the World é, acima de tudo, uma meditação sobre o colapso. É uma evocação do sentimento de impotência que caracteriza a sociedade ocidental contemporânea, ao mesmo tempo que celebra uma paradoxal busca por liberdade. A estrada é um espaço de ambivalência: fuga e confronto, anestesia e despertar. No final, as perguntas que a instalação propõe são: se o mundo acabasse diante dos nossos olhos, o que faríamos? E se o fim do mundo já estiver a acontecer — o que fazemos enquanto ele acontece diante de nós?






fotos © Filipa Alfama / Martim Ramos
FICHA ARTÍSTICA / TÉCNICA
Criação Ana Vilela da Costa, Maria Leite, Martim Ramos
Interpretação Ana Vilela da Costa e Maria Leite
Assistência técnica Fernando Tavares
Assistência de produção Filipa Alfama
Produção Inestética
Apoios República Portuguesa – Cultura, Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Arte Franca, Imarte, Junta de Freguesia de Alverca do Ribatejo e Sobralinho, Metafilmes
SESSÕES
Vila Franca de Xira
Palácio do Sobralinho, 27 a 30 Março 2025 (estreia)
M/14 anos
Duração aprox. 40 minutos
Biografias
Ana Vilela da Costa (Lisboa, 1984) atriz e criadora.
Licenciada em Antropologia (Univ. Lisboa), MA em Artes Performativas (ESTC-IPL),
MA em Artes (DAS Theatre – Univ. Amsterdam), Curso de Cinema e Televisão Gulbenkian/Escola das Artes. Prémio Sophia para melhor atriz secundária 2020. Prémio GDA Novos Talentos cinema 2020. Prémio António Mendes Corrêa 2008 (antropologia). Enquanto criadora, explora fronteiras entre realidade e ficção numa prática interdisciplinar que junta performance e vídeo/som para abordar temas como questões ambientais, pós-humanismo, ficção científica feminista e ficção especulativa. Enquanto atriz trabalha regularmente em Teatro, TV e Cinema com realizadores como Lav Díaz, João Maia, Tiago Guedes, Diana Antunes, Vicente Alves do Ó, Christiane Jatahy, João Nuno Pinto.
Maria Leite (Portimão, 1989) é atriz e produtora de vídeo. A sua prática artística foca- se principalmente em interpretação, tanto para palco como para câmara, mas também colabora na criação, escrita, tradução e concepção visual de projetos de teatro e cinema. Maria licenciou-se em Ciências da Comunicação na NOVA UNL (2010), trabalhou como editora de vídeo no Centro de Investigação de Tecnologias Interativas (2009-2012) e foi membro da companhia do Teatro da Garagem (2013-2015) e do Teatro Nacional São João (2019-2022). Participou em filmes como Guerra Civil (2010), Les Traducteurs (2020), Mutant Blast (2018), Diamantino (2019), Mar Infinito (2022). Em 2023, protagonizou a série da RTP, Lusitânia, no papel de Inês de Melgaço, e participou no espetáculo de realidade virtual Bertie (2024).
Martim Ramos tem um MA em Fotografia, pelo Royal College of Art. Desenvolve trabalho artístico nos campos da fotografia, vídeo e performance, explorando fronteiras entre o documental e a ficção. Expôs trabalho em Portugal (MAAT; Plataforma Revólver; Kgaleria), Ucrânia (MOMA Odessa), Brasil (Centro Dragão do Mar) e Reino Unido (RCA; Filet). Apresentou performances e instalações vídeo no Teatro Taborda, CAL, MUHNAC, AnoZero e Frascati (Amesterdão). Tem obras na colecção do MAAT. Publicou o livro melancholia. Co-realizou o documentário Othon.