JoanaDark

performance de Rita Leite
com Anna Carvalho e Linda Valadas
música Luís Soldado

JoanaDark fica sem rede. Tem à sua frente uma alcateia. 15 minutos é o tempo em que o tempo pára. JoanaDark terá de escolher um de dois caminhos: a salvação ou a carnificina.

 


Montemor-o-Novo
Festival de Teatro de Montemor-o-Novo
Cine-Teatro Curvo Semedo, 9 Out 2014
Vila Franca de Xira
Palácio do Sobralinho, 27 e 28 Mar 2013
Vila Franca de Xira
Palácio do Sobralinho, 14 Dez 2012
Lisboa
Teatro Rápido, 1 a 30 Nov 2012
Estreia


 

JOANADARK é uma performance teatral inspirada na figura histórica Joana d’Arc, com uma abordagem contemporânea que explora a dualidade interna da protagonista, independentemente do seu referencial histórico. JoanaDark poderia viver em qualquer época e em qualquer lugar.

De um lado temos Joana guerreira, física, guiada pela fé, que se transcende, atingindo um nível de existência supra-humano. Do outro lado temos Joana vulnerável, que na sua dimensão humana, questiona os limites da fé, da verdade e da sua consciência.

Assumidamente descontextualizada no tempo e no espaço, a personagem surge presa nesta dimensão intemporal, encurralada nas suas próprias dúvidas.

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Joana Dark: Come a sopa, Joana

por Joana Rita Sousa, RDB (Rua de Baixo), Nov 2012

«Nome? Ainda te lembras do teu nome? Joana Dark» – é a proposta da sala 3. Trata-se de uma performance teatral inspirada na figura histórica Joana d’Arc. A Inestética Companhia Teatral apresenta-nos um texto e encenação de Rita Leite, encontrando-se a interpretação a cargo de Anna Carvalho e Linda Valadas. A música está a cargo de Luís Soldado.

Algures entre a salvação e a carnificina, Joana encontra-se em missão. Salvar o país é o seu desígnio, mas pelo meio há questões, há dúvidas e uma sopa para comer. Durante o processo de concepção deste projecto, Rita confessa que a situação do país não lhe ficou indiferente «os ensaios coincidiram com a manifestação do 15 de Setembro e a Joana d’Arc tem uma história de conflitos.» Para Rita, «questionar o bem e o mal foi para nós um ponto de partida interessante.»

Anna e Linda vestem, ambas, o papel de Joana. A performance apresenta-nos uma Joana guerreira e uma Joana absorvida por dúvidas, que não quer mais comer aquela sopa de sempre. O sentido de missão é colocado em causa; o conflito aqui presente é sobretudo interior e cada um de nós pode rever-se naquele diabólico sentimento de quem não sabe que caminho tomar na encruzilhada.

A sala 3 do Teatro Rápido oferece-nos uma «sopa» em que a teatralidade, a música e a coreografia das personagens se sobrepõem à escuridão do cenário. Somos convidados a viajar à infância, onde a Joana tinha que comer a papa, mesmo que não a quisesse nem compreendesse a importância de o fazer. Joana Dark é o novo Come a papa, Joana, come a papa, ao qual acrescenta a capacidade de questionar o que se faz, sem receio dos vincos que teimam em não abandonar os tecidos que engomamos com o sentido de missão de quem está a salvar o seu país.

www.ruadebaixo.com/teatro-rapido-novembro2012.html

JoanaDark

por Sónia Castro, Le Cool Magazine, Nov 2012

Em 15 minutos tudo pode acontecer. Uma pessoa pode até ficar sem saldo no telemóvel, depois sem rede e ainda sem bateria. Acontece aos melhores. Até mesmo à JoanaDark. Claro, sem enganos. JoanaDark e não Joana d’Arc. Até poderiam ser descendentes uma da outra, mas, linhas temporais à parte o que interessa é que esta tem pela frente uma alcateia. E tem três opções: escolher a salvação, ou a carnificina, ou pedir a ajuda do público. Bem, esqueçam a última. Afinal são só duas as hipóteses. Há que optar entre duas Joanas: a guerreira, regida pela fé, uma figura quase supra-humana, ou a outra, vulnerável, que questiona os limites da fé, verdade e consciência. E o tempo está a contar…

Reportagem RTP Artes

Nov 2012

Num cantinho escuro

por Rita Branco Jardim, Sobre as Cenas (blog), Nov 2012

Espelho. Ambas são Joana e ambas não são. Às vezes não sabem o que estão ali a fazer e nós também não. Estamos num mundo escuro, numa realidade estranha meio orwelliana em que uma voz dá instruções sobre o que se deve fazer e parece vigiar tudo o que se faz. Joana ainda sabe que se chama Joana, ainda consegue recusar-se a algumas coisas, ainda quer lutar, mas já não se lembra que país veio salvar, numa rebuscada aproximação à primeira, a d’Arc.
Num cenário despido e abstracto, estão duas pessoas vestidas de igual e ainda não sabemos se elas são ou não a mesma pessoa, porque todo o resto da cena indica um espelho imperfeito.
No desenrolar da acção percebemos que ambas as actrizes são Joana Dark à vez, uma delas é também a voz e prisioneira da voz, à vez, e a própria voz parece ser uma delas ou já ter transformado uma delas, em si.
Temos uma Joana que não quer comer a sopa, como todos nós já conhecemos da infância, mas aqui a delicadeza e a leveza infantis são substituídas por gritos e agressividade para os quais nem sempre percebemos a justificação. Há uma enxurrada de palavras a demonstrar até que ponto uma pessoa pode tornar-se um autómato e isso transmite-nos uma estranheza, um incómodo por nos poder ser familiar do mundo em que vivemos. Tecnicamente, este momento foi prejudicado pelo eco da sala, que dificultava a nossa percepção e dava a ideia de uma má dicção da actriz.
As criadoras do espectáculo, Anna Carvalho, Linda Valadas e Rita Leite, inspiraram-se na realidade actual, onde vemos hoje muitos a recusar-se a comer a sopa que lhes é imposta, mesmo não sabendo bem que sopa quereriam comer. Há uma revolta latente contra o que nos impõem: metade de nós acaba por explodir e mandar a sopa pelos ares, parte desses sabe ainda pelo que luta, outros nem tanto; outra metade prefere continuar sem pensar, sem questionar.
Toda a performance é esteticamente interessante, culminando nas cenas finais em que a bandeira portuguesa, veste de uma das actrizes, contrasta com o vestido virginal da outra, a lembrar a donzela mártir que ainda luta, apesar de já não se lembrar por quê.
A música de cena, de Luis Soldado, é um muito feliz apontamento que nos põe alerta e que nos dá um sentimento mais cinematográfico, envolve-nos no que vemos no palco.
No final, a Joana, cada versão dela, insiste, põe-se à nossa frente e grita-nos sem palavras: vais continuar a lutar mesmo que não acredites ou vais quebrar e comer a sopa que escolheram para ti?
Quanto a mim, é zugzwang: ambas são más, mas há que jogar.

http://sobreascenas.blogspot.pt/2012/11/num-cantinho-escuro.html

Reportagem RTP Bom Dia Portugal

22 Nov 2012

 

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Daniela Ascensão BOM, BOM, BOM, BOM, BOM 😀 Obrigada pelo excelente momento, não poderia ter terminado o meu dia de melhor forma.
João José Castro Bom trabalho o vosso! Parabéns.
Tita Novo Parabéns a toda a equipa! foi um prazer
Sara Nunes Adorei!!! Joana rules!!
Dina Santos já vi ! e recomendo
Pedro Martinho Parabéns. Quando terminou, não queria… queria mais… intenso, milimétrico e também divertido…
Susana Graça A não perder!!!
Rute Queiroz Vale a pena. Eu já vi e gostei 🙂
Ana Paula Padinha Um protesto muito, muito honesto!!! A ver!!!
Cristina Rodrigues Pereira Joana Dark uma performance de 15 minutos que desconcerta e emociona…a não perder.
António Leite O imaginário dos franceses promoveu esta adolescente, pastora e analfabeta que dizia ouvir vozes divinas, a santa e heroína nacional. Joana d’Arc, a desconhecida de si mesma, é o tema desta performance que a Inestética apresenta com muito sucesso. São interessantes as referências subliminares à atual situação em que se encontra o nosso país. Os meus parabéns a toda a equipa!
Fernando Paulo Ferreira A não perder!
João Rosa Luz Mais do que intenso. O melhor objecto artístico que vi este ano, seguramente.
Anaisa Raquel Fui ver hoje e amei! Tenho de dar os parabéns a toda a equipa pelo excelente trabalho apresentado com tanto rigor e tanta paixão! Desejo -vos o melhor: 6 sessões esgotadas por dia! Merecem mesmo!
Inês Gonçalves Já fui e quero voltar porque é muito, muito bom. Até ao fim do mês passem por lá, vão ver que mexe.
Cristina Ruano Gostei muito. Parabéns!

 


FICHA TÉCNICA

Texto e Encenação Rita Leite
Interpretação Anna Carvalho, Linda Valadas
Música Luis Soldado
Concepção visual Alexandre Lyra Leite, Rita Leite e Beatriz Feio
Design sonoro Alexandre Lyra Leite, Rita Leite
Direcção técnica Alexandre Lyra Leite
Design gráfico Rita Leite
Apoio à produção Beatriz Feio
Agradecimentos Luis Soldado, Beatriz Feio, O Tronco – Electrodomésticos (Vila F. Xira), Teatro Rápido
Produção Inestética companhia teatral
Estrutura financiada pela Câmara Municipal de Vila F. Xira

Duração aprox. 15 minutos (sessões contínuas)
Classificação M/12 anos

 

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