Dissonância

texto Roberto Corte
encenação Alexandre Lyra Leite
música Ok.suitcase
com Alfredo Nunes e Raquel Dias

Prémio de Execução
Prémio de Interpretação
Concurso “O Teatro na Década 01/02”
Clube Português de Artes e Ideias

 

“Uma assembleia. Dois pontos de vista. De um lado o psicopata, o predador, incapaz de parar. Do outro a presa, a vítima, incapaz de esquecer. Entre eles o espaço do confronto, a palavra crua e brutal, a acção incompleta, a memória fragmentada. Uma descida ao universo obsessivo, entrópico, da violência sexual.

“Roberto Corte assalta-nos com um “poema cénico” que se entranha. Uma espécie de voragem autofágica que me sugere o olhar vazio das mulheres de Araki, os labirintos-armadilha de Escher, a desconstrução narrativa de Lynch. Tempo, espaço e acção sem unidade, sem regras.

Escrita semi-automática, veloz, onde a palavra tem o poder de ferir, de provocar o caos, de deixar uma marca indelével. Duas vozes irreconciliáveis, dissonantes, incapazes de coexistir. Uma espiral de tensão interior, uma busca incessante de alívio. Porque é disso que se trata. Agressor e vítima convergindo num ponto.

“Dissonância” implica sentirmo-nos cúmplices do pesadelo. Habitar duas mentes em simultâneo, num perigoso exercício esquizofrénico.
Chegou o momento de conter a respiração e submergir.”

Alexandre Lyra Leite

 


Lisboa
Hospital Miguel Bombarda, 7 a 20 Jun 2002
Vila Franca de Xira
Cinema Imax, 22 a 30 Jun 2002
Festival X
Espaço Ginjal, Cacilhas, 16 e 17 Ago 2002


 

“A encenação, de Alexandre Lyra Leite, soube construir um discurso cénico fluente, credível, em que os dois actores, Alfredo Nunes e Raquel Dias, demonstraram uma excelente capacidade de apropriação e transformação de uma palavra difícil, sem lhe retirar nada da sua força (…) tudo num espaço de uma simplicidade que reforça não só o antagonismo das personagens como alguma reversibilidade de sentimentos que podem percorrer a peça, numa leitura mais atenta. Dissonância parece ser, dos dois contemplados [no Concurso “O Teatro na Década”], o mais interessante, o mais homogéneo e o mais coerente.”
João Carneiro – Expresso

“(…) último trabalho da companhia de teatro Inestética, grupo este que tem vindo a contribuir para a criação de propostas cénicas que apostam em vertentes menos comerciais das artes performativas(…) A não perder.”
Oninet Lazer

“(…) com base num texto sobre a violência sexual, do espanhol Roberto Corte, Dissonância constrói uma cena minimalista cuja depuração contrasta com a escatologia do texto.”
Ana Pais – Público

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FICHA TÉCNICA

texto Roberto Corte
tradução Rita Rodrigues Pereira
encenação Alexandre Lyra Leite
interpretação Alfredo Nunes, Raquel Dias
música Ok.suitcase
assistência de encenação Rita Rodrigues Pereira
consultor Hélder Soares
direcção técnica Rui Costa, Vasco Soares
design gráfico Paulo Borges
direcção artística Alexandre Lyra Leite
produção executiva Catarina Pedro
produção Inestética companhia teatral
agradecimentos Sandra Simões, Paulo Gouveia, 101noites, Teatro Praga, Hospital Miguel Bombarda

drama | M/18 | 1:00h

texto à venda na nossa loja

projecto financiado por
Ministério da Cultura / IPAE
Câmara Municipal de Vila F. Xira
apoios
Clube Português de Artes e Ideias
Instituto Português da Juventude
Câmara Municipal de Lisboa
Hospital Miguel Bombarda
Instituto Cervantes
Junta de Freguesia de Vila F. Xira
Soartes – Artes Gráficas
Estúdios Queiróz
Clube Vilafranquense
Jornal Vida Ribatejana
Arte Franca publicidade
Ideia Clara design

 

O AUTOR

Roberto Corte nasceu em 1962, em Oviedo (Espanha).
Encenador, dramaturgo e actor ligado ao teatro asturiano desde o início dos anos oitenta. Dirigiu cerca de vinte espectáculos e participou em vários festivais nacionais e internacionais. Como autor publicou “Disonancia”, “Calderilla”, “Magma” (melhor espectáculo Asturias 2000), e com Chechu García “Gasolina con capullos” (1º prémio de textos dramáticos Academia de la Llingua Asturiana 2001). Actualmente dirige a companhia Barataria Teatro e é membro do conselho editorial da revista “La Ratonera”.

Roberto Corte no lançamento da versão portuguesa da peça “Dissonância”, Feira do Livro de Lisboa, Junho 2002

 

 

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