MARIA! NÃO ME MATES, QUE SOU TUA MÃE!
de Camilo Castelo Branco
TEATRO, 1995
Em 1848, Camilo Castelo Branco completa 23 anos e está a atravessar sérias dificuldades, sozinho e sem dinheiro para pagar a pensão que alugara em pleno centro do Porto. Mal pago pelos artigos que escrevia para os jornais da época, repara então numa notícia que narrava o assassinato de uma pobre velha, atribuído à sua própria filha.
Num golpe de mestre, edita um pequeno livro, anónimo, escrito numa noite e que contava em tom burlesco o sangrento crime ocorrido em Lisboa.
O enorme sucesso desta publicação, traduzido em sucessivas tiragens, salvou-o da miséria e viria a constituir um “acto de contra-cultura” invejável.
Subversão, é porventura a palavra mais indicada para caracterizar este texto de humor corrosivo, que se estende para lá da própria situação trágico-cómica e que encontra na crítica social a sua vocação maior.




fotos © Alexandre Lyra Leite
FICHA ARTÍSTICA / TÉCNICA
Texto Camilo Castelo Branco
Dramaturgia, Espaço Cénico & Encenação
Alexandre Lyra Leite
Elenco Rita Pereira, Elsa Paulo, Nuno Lopes
Músico Nuno Lopes
Figurinos Carla Silva
Som/Luz João Paulo Levezinho, Miguel Quintão
Assistência Técnica Jorge L. Santos
Produção Executiva Cristina Domingos
Design gráfico Paulo Borges
SESSÕES
Vila Franca de Xira
Clube Vilafranquense, 6 Out a 16 Dez 1995 [estreia]
Clube Recreativo de Subserra, Nov 1995
Ateneu Artístico Vilafranquense, Dez 1995
CGD Loja Nova, Mai 1996
Auditório Scala, Alverca, Jun 1996
Sociedade Euterpe Alhandrense, Nov 1996
Arruda dos Vinhos
GDR Arrudense, mai 1996
Lisboa
Teatro da Trindade, 13 a 29 Set 1996
Coimbra
Grémio Operário T.A, Dez 1996
Viana do Alentejo
Cine-teatro de Viana do Alentejo, Abr 1997
M/12 | 60 min
