O CORVO de Edgar Allan Poe | ópera de câmara

Música Luís Soldado
Texto Edgar Allan Poe
Encenação Alexandre Lyra Leite
Barítono Rui Baeta
Bailarina Yara Cléo


Montijo
Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida
20 Out 2017, 21:30
M/12


 

“A treva enorme fitando, fiquei perdido receando
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais
– Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.”

Edgar Allan Poe, ‘The Raven’ 1845
tradução de Fernando Pessoa

 

Através de uma notável arquitectura poética, que se assemelha a uma composição musical, Edgar Allan Poe criou um universo sombrio, onde um homem enfrenta a perda, o medo, a solidão e o vazio.
O carácter dramático e intrinsecamente musical do poema “The Raven”, construído a partir de um raciocínio profundamente matemático e traduzido de forma exemplar por Fernando Pessoa, serviu de inspiração e base estrutural para a composição desta ópera de câmara, que explora a forte dimensão visual e sonora de um dos mais extraordinários textos de Allan Poe.

O espaço cénico é habitado pelo protagonista (interpretado pelo barítono Rui Baeta), três músicos que formam uma pequena orquestra sombria e uma bailarina (Yara Cléo), cuja presença ambígua simboliza a figura da mulher morta (Leonora), a devastação interior e a própria morte.

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Este espectáculo é a terceira colaboração entre o compositor Luís Soldado e o encenador Alexandre Lyra Leite, que apresentaram a ópera para uma viagem de comboio Serei Eu Fugindo? (2013), com libreto de Rui Zink, e Lisboa Muda (2014), filme-concerto para a estação fluvial do Terreiro do Paço, no âmbito das Festas de Lisboa.

O CORVO de Edgar Allan Poe | Libreto (download)
Tradução de Fernando Pessoa
Design gráfico e ilustrações de Rita Leite
Booklet 16 pag, PDF 2Mb


Edição limitada em CD digipack | 9,90€

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Vila Franca de Xira
Fábrica das Palavras, 4 Fev 2017 / 21:30
Braga
Theatro Circo, 19 e 20 Jan 2017 / 21:30
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Mosteiro de Santos-o-Novo
28ª Temporada de Música em São Roque / SCML, 23 Out 2016 / 16:30
Montemor-o-Novo
Cine-Teatro Curvo Semedo
Festival de Teatro de Montemor-o-Novo, 8 Out 2016 / 21:30
Vila Franca de Xira
Palácio do Sobralinho, 10 a 20 Dez 2015
Estreia absoluta

Lançamento oficial CD “O CORVO”
Fábrica das Palavras, Vila Franca de Xira
15 Jul 2016


 

FICHA TÉCNICA

Música LUÍS SOLDADO
Texto EDGAR ALLAN POE
Tradução FERNANDO PESSOA
Encenação ALEXANDRE LYRA LEITE
Direcção Musical RUI PINHEIRO

Barítono RUI BAETA
Bailarina YARA CLÉO / SARA CHÉU
Acordeão ANTÓNIO CORREIA
Clarinete RUBEN JACINTO
Violoncelo TIAGO VILA
Electrónica em tempo-real JOSÉ GROSSINHO

Concepção visual ALEXANDRE LYRA LEITE / RITA LEITE
Figurinos RITA ÁLVARES PEREIRA
Design gráfico e Ilustrações RITA LEITE
Montagem e Assistência técnica
FERNANDO TAVARES, JORGE L. SANTOS, PAULO ANTUNES
Produção executiva RITA LEITE
Produção INESTÉTICA COMPANHIA TEATRAL

Duração aprox. 1h (s/ intervalo)
M/12 anos

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Projecto financiado por

Apoios

 


 

IMPRENSA

O lado negro de Poe brilha no Theatro Circo
BADIO Magazine Cultural de Braga, Jan 2017

Há algumas boas razões para não perder o espectáculo “O Corvo” esta quinta e sexta no Theatro Circo. Aqui fica uma mão cheia:

1. É a primeira vez, desde a reconstrução do Theatro circo em 1999 que uma ópera de câmara sobe ao palco principal da sala bracarense. Esta versão “light” da ópera tradicional está destinada a espaços mais pequenos e sem a “artilharia pesada” das grandes orquestras, o que não diminui de modo algum o espectáculo, proporcionando uma experiência mais próxima e intensa ao espectador.

2. Esta é uma rara oportunidade de ver uma ópera cantada em português, algo pouco frequente num género dominado pelo alemão e italiano e num país onde são escassos os espectáculos deste tipo.

3. O poema de Edgar Allan Poe traduzido por Fernando Pessoa. Há obras que se confundem com os seus criadores e “O Corvo” é não só uma das mais belas e geniais criações do escritor americano mas certamente aquela que ficará para sempre gravada no adn do autor. O poema apresenta características únicas em termos de métrica, fonética e musicalidade tendo constituído um desafio acrescido aos tradutores, tarefa só ao alcance de génios como Fernando Pessoa que conseguiu com brilhantismo e mestria fazer a tradução mantendo intactas as características que tornaram este poema único.

4. O tema. A ave negra e agoirenta que dá nome ao poema de Poe carrega um peso simbólico significativo. É um animal inexpressivo e misterioso cuja sinistra presença afecta os presentes. “O corvo” convida-nos à reflexão sobre a mortalidade, a solidão, o vazio e a experiência perturbadora de enfrentar a inexorabilidade da nossa finitude. Pela representação e voz de alguém que se confronta com a morte somos inevitavelmente arrastados para este universo sombrio de sofrimento e revolta de quem fita o abismo e materializa em palavras um sentimento transversal à condição humana.

5. A qualidade inquestionável da produção e dos seus intervenientes. Do virtuosismo do barítono Rui Baeta ao rigor e criatividade do encenador Alexandre Lyra Leite, passando pela conjugação de talentos de toda uma equipa orientada para o mesmo fim, “O Corvo” que sobe ao palco principal pela mão da companhia Inestética é a mais perfeita e acessível viagem que podemos fazer ao universo obscuro e fantasmático da obra de Edgar Allan Poe.
http://badio.pt/artes/lado-negro-poe-brilha-no-theatro-circo/


Rui Baeta canta ópera sobre “O Corvo” de Poe

por Bernardo Mariano / Diário de Notícias, Out 2016

Pela primeira vez, e à 28.ª edição, a Temporada Música em São Roque integra ópera na sua programação. Será amanhã à tarde (às 16.30), no Mosteiro de Santos-o-Novo, com “O Corvo”, de Luís Soldado, “ópera de câmara para barítono, bailarina e ensemble de 4 elementos”, que tem por libreto o famoso poema de Edgar Allan Poe, na tradução de Fernando Pessoa. No princípio, num absoluto silêncio, há um homem tentando desfazer-se de um corpo: “é a encenação da necessidade do protagonista de se libertar daquela memória, daquela mulher”, explica-nos Alexandre Lyra Leite, diretor da Inestética-Companhia Teatral, ideólogo do projeto e encenador desta produção, que já passou por Vila Franca e Montemor-o-Novo e chega amanhã a Lisboa, ali bem perto de Santa Apolónia.

O Corvo, publicado em 1845, é uma das criações máximas de Edgar Allan Poe e exemplo do Romantismo tétrico e mórbido. “Tenho desde sempre um fascínio por Poe, presença recorrente no meu trabalho, e por este poema em particular, que conheço desde a adolescência, pois tem um lado fantasmático que liga muito com o meu percurso criativo”, conta Alexandre. “Pensei logo no Luís Soldado para compôr e no Rui Baeta [barítono] para cantar”. “É um texto dificílimo, porque é muito hipnótico e com muitas repetições!”, confessa Rui Baeta. Por seu turno, Luís Soldado, fala de “o maior desafio e o maior receio” a respeito da musicalidade interna do poema – “como vou mexer naquilo?”, lembra-se de se ter perguntado. Desafio avolumado porque “nunca tinha escrito um monodrama [ópera com um só personagem] e este tem quase uma hora de duração, o que é raro em monodramas!” Vetor importante foi a inteligibilidade do texto: “quis que o texto passasse o mais claro possível para o público”, refere Luís, nisso indo ao encontro de algo enunciado por Alexandre: “confrontar o público com algo a que não está habituado: ouvir ópera em português, anulando a distância da língua”. Já Rui fala de “um ritmo musical genericamente lento, que permite perceber como o texto é “encorpado” e habitado”. Para isso concorrem ainda, diz, “os vários registos que me são pedidos: há o falado, o estilo recitativo e há o cantado, que é 95% dos casos e que alcança mesmo, por vezes, um lirismo pós-verista”.

Para o compositor, “a ópera é sempre uma tensão entre o texto e a música – e a música tem que ganhar!” Para O Corvo, Luís refere que Alexandre lhe pediu “um ambiente que fosse um misto de Harry Potter e Tim Burton”. Antes de se lançar na escrita, acrescenta, “fiz pesquisa de bandas sonoras de filmes de terror atuais, para ver o que se está a fazer”. Esse universo deixou algo: “o que compus quase podia ser música para filme, se não fosse a voz lírica”.

Em termos musicais, “há um crescendo contínuo até um clímax já perto do final, após o que há uma rápida resolução”. Para ele, esse crescendo reflete “o acumular de tensão dentro da própria personagem, cada vez mais angustiado e atormentado, num clima cada vez mais opressivo”.
O clímax, diz Alexandre, “é o momento de maior desvario e descompensação do protagonista”. Já a resolução lê-a como “o entendimento de que é inútil [tentar esquecer a falecida amada] e a aceitação do seu destino”.

Atenção especial mereceu a expressão recorrente ao longo do poema: “Nunca mais!” – “É cantado com variações de intenção, mas a ideia é que comece gradualmente a incomodar, tornando-se mais assertivo e definitivo, pois desde a primeira vez quer dizer a mesma coisa: “Tu não tens salvação!””, interpreta Rui. Já Luís assume com humor: “Não resisti à “tentação” de associar um Leitmotiv [motivo condutor] a essas palavras”. Por sua vez, Alexandre explicita a solução cénica: “A personagem está presa num espaço que é uma cama-campa de folhas secas, mas que é um espaço interno, interior. É uma ilha, uma tumba de que ele não consegue escapar. No final, ele percebe que está condenado a viver com a presença daquele corvo – que mais não é senão a “versão negra” da sua amada que regressa para o atormentar – até ao (seu) fim.”
http://www.dn.pt/artes/interior/rui-baeta-canta-opera-sobre-o-corvo-de-poe-5456442.html

 

Nevermore
Em Viagem [blog], F. S. Chambel, Jan 2016

“Numa noite escura e fria de inverno, este era o espetáculo ideal para se ver num palácio antigo e grave como o do Sobralinho. (…)

Depois da espera no pátio, fomos entrando, com curiosidade, nos vastos aposentos do palácio. O público, composto por pouco mais de meia centena de pessoas, sentou-se em volta de uma sala que dava para a fachada principal do edifício. No chão, havia um tapete de folhas tristes e outonais que conferia ao cenário um tom de melancolia. As luzes apagaram-se e a pequena orquestra começou a tocar uma espécie de melopeia triste (Ruben Jacinto no clarinete, António Correia no acordeão e Tiago Vila no violoncelo, apoiados pela eletrónica em tempo-real de José Grossinho). De repente, abriu-se a porta e entrou um homem na sala com a mulher morta nos braços. No poema, a mulher chamava-se Lenore (um nome escolhido propositadamente por Poe para rimar com Nevermore), mas Fernando Pessoa, mais preocupado com a rima em português, eliminou simplesmente o nome e deixou ficar a palavra amada; (…)

Rui Baeta, como barítono, deu voz àquele que, no poema, se dilacera com a morte da mulher amada. Viril, encorpada e possante, a voz foi um instrumento extraordinário na dramatização da dor e no confronto com a irredutibilidade do corvo. (…)

Sara Chéu, num maravilhoso encanto coreográfico, desdobrou-se nas outras duas personagens: primeiro, foi a bela e frágil mulher que jazia morta; depois, tornou-se no negro e funesto corvo que se erguia fúnebre. No poema havia um momento em que o corvo pousava sobre o busto alvo de Palas (que era a deusa Atena para os gregos e Minerva para os romanos). Mas, em palco, tal momento seria muito difícil (se não mesmo impossível) de representar. Assim, substituiu-se o busto da deusa da sabedoria pela ampla lareira da sala, onde a dançarina se aninhou e coreografou os movimentos do pássaro. A solução encontrada não permitiu evidenciar um dos efeitos estéticos do poema (o de contrastar a alvura do mármore da estátua com a negrura da plumagem da ave), mas talvez tivesse sido a mais adequada, face aos recursos existentes. No final, revelou-se a verdadeira natureza do corvo, ainda que algumas pessoas possam ter saído do palácio com uma sensação de estranheza perante o espetáculo. O corvo era o mensageiro, o arauto da desgraça que vinha do Além. O que ele proclama ao homem que lamenta a morte da amada é que não há retorno possível. A morte é inevitável e a dor irreparável. Tudo o que resta ao pobre amante é o árido caminho da solidão e talvez o abismo da demência.”

 

A solidão de “O Corvo” invade o Theatro Circo
por Mafalda Oliveira / RUM – Rádio Universitária do Minho, 19 Jan 2017

Esta quinta e sexta-feira “O Corvo” invade o Theatro Circo. Uma ópera de câmara que se baseia no poema homónimo de Edgar Allan Poe, traduzido por Fernando Pessoa. O texto conta a história de um homem que enfrenta a perda, o medo, a solidão e o vazio. Um espectáculo dramático, que é protagonizado por Rui Baeta e encenado por Alexandre Lyra Leite.

À RUM, o protagonista explicou que a história de “O Corvo” retrata “o momento da vida de um homem que está triste e sozinho porque perdeu a sua amada”. “Ele entregou-se à solidão, à saudade, à tristeza e ao luto. Numa noite de inverno, ouve uns barulhos estranhos, num sítio onde havia aquela ideia da paz podre, do zero, o nada acontece, o peso da solidão. Na verdade, os barulhos são feitos pelo Corvo”, revelou.

Um poema “negro” e que retrata a saudade. “Reproduz um ambiente negro, bastante oitocentista e muito pesado. O corvo começa a manifestar-se e a ameaçar o homem. Numa espécie de delírio, ele tenta entrar em diálogo com o corvo, que responde, “nunca mais” – a escolha de Fernando Pessoa para a frase “Never More”. Refere-se à incapacidade de ele se libertar do peso da saudade e do luto da amada”, conta Rui Baeta.

Em palco, conjuga-se a música de Luís Soldado e a tradução de Fernando Pessoa, num clima “hipnótico”. A Rui Baeta, que canta, juntam-se quatro músicos em palco, com violoncelo, clarinete, acordeão e electroacústica. “Não há um maestro. Com toda a complexidade, é tudo muito frágil”, admite o protagonista.
www.rum.pt/news/a-solidao-de-o-corvo-invade-o-theatro-circo

 

Conversa Fora do Palco, Theatro Circo, Jan 2017
Moderação de Paulo Brandão (Diretor Artístico do Theatro Circo)
Com Rui Baeta (Barítono) e Alexandre Lyra Leite (Encenador)

 

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EQUIPA ARTÍSTICA | BIOGRAFIAS

Luís Soldado | Compositor
Finalizou o doutoramento em Composição, como aluno bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, no Royal College of Music, Londres, em 2012, e regressa a Lisboa no mesmo ano. A sua música tem sido programada por vários grupos e orquestras, entre os quais, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, London Contemporary Chamber Orchestra, Nederlands Blazers Ensemble, Orquestra do Algarve, RCM Sinfonietta, Orquestra Gulbenkian, Composers Ensemble e Inestética companhia teatral.
De entre as suas obras mais recentes, destacam-se a ópera de câmara “O Corvo”, a partir de Edgar Allan Poe, produzida pela Inestética companhia teatral, “Hotel Suite”, com libreto de Rui Zink, estreada em 2011, em Londres, a banda sonora para o filme mudo “Os Lobos”, de Rino Lupo (encomenda do 2o UK Portuguese Film Festival) estreada em 2011 no Barbican Centre em Londres, a ópera de câmara “Fado Olissiponense”, com libreto de Rui Zink, estreada em 2012 no Teatro Nacional de São Carlos, e a ópera para uma viagem de comboio “Serei Eu Fugindo?”, com libreto de Rui Zink, estreada em 2013 em Lisboa, e “Lisboa Muda”, filme-concerto estreado no Terminal Fluvial do Terreiro do Paço, no âmbito das Festas de Lisboa / iniciativa Andar Em Festa.

Alexandre Lyra Leite | Encenador
Estudou Cinema na ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema e Produção e Gestão Teatral no IFICT – Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral, em Lisboa.
Em 1991 fundou a Inestética companhia teatral, onde desenvolve actividade profissional como director artístico, encenador, produtor e autor.
Director artístico do projecto Palácio – Espaço de Criação e Difusão das Artes, Palácio do Sobralinho, desde 2013.
Já encenou espectáculos nas áreas do teatro, performance e ópera, bem como vários musicais infantis para a Universal Music Portugal, com digressão de âmbito nacional (2010 a 2013).
Formador desde 2006 na ETIC – Escola Técnica de Imagem e Comunicação, Lisboa, nos cursos de Realização (direcção de actores e escrita de argumento), Vídeo e Animação 2D/3D.
Entre 2010 e 2012 foi Professor no Curso Superior de Produção Multimédia Interactiva, IPA – Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos, Lisboa.
Foi premiado em três edições do Concurso “O Teatro na Década”, organizado pelo CPAI – Clube Português de Artes e Ideias, e bolseiro na área de Artes do Espectáculo/Teatro do Centro Nacional de Cultura, Lisboa, e da Fundação Calouste Gulbenkian – Programa Novos Encenadores.
Foi distinguido com a Placa de Mérito Cultural da Cidade de Vila Franca de Xira, em 1996.

Rui Pinheiro | Direcção musical
Rui Pinheiro é o actual Maestro Titular da Orquestra Clássica do Sul (Algarve) e terminou recentemente um contrato de dois anos como Maestro Associado da Orquestra Sinfónica de Bournemouth (Reino Unido).
Em Portugal dirige regularmente as orquestras Gulbenkian e Sinfónica Portuguesa entre outras. Internacionalmente destacam-se concertos com a Ópera de Gales, Orquestra Sinfónica de Bournemouth, Orquestra Estatal ‘Ion Dumitrescu’ (Roménia) e apresentações nos BBC- PromsPlus, festival Vienna – City of Dreams (Philarmonia Orchestra) e no Barbican em Londres. Foi Director Musical do Ensemble Serse (ópera barroca em instrumentos de época) e do Ensemble Disquiet (música contemporânea).
Possui um Mestrado em Direcção de Orquestra do Royal College of Music (Londres). Como maestro assistente trabalhou com Sir Roger Norrington, Esa-Pekka Salonen, Vladimir Jurowski, John Wilson entre outros.
Após concluir a licenciatura em piano na ESMAE estudou na Academia Ferenc Liszt (Budapeste). Possui um Mestrado em Artes Musicais da Universidade Nova de Lisboa. Gravou para a RDP– Antena 2, BBC-Radio 3 e para a Numérica.

Rui Baeta | Barítono
Diplomado em Canto pela Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa (1998) e licenciado em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa, como aluno de Luís Madureira (2002).
Barítono, cantor solista, intérprete, professor de técnica vocal e criador/director de projectos musicais. Já colaborou com os encenadores Diogo Infante, Ricardo Pais, Alexandre Lyra Leite, João Grosso, Olga Roriz, Jonh Retalack, Nuno Cardoso, André Kowlavski, João Lourenço e Jorge Silva Melo, entre outros. É director musical no departamento de programação infantil da RTP2, professor de Voz Falada e Canto em escolas de ensino artístico especializado, foi jurado no programa Operação Triunfo 2010 da RTP, e Vocal Coach dos participantes do programa Factor X da SIC. Aperfeiçoamento artístico na Fondation Hindemith na Suíça, na Academie Francis Poulenc em França e na Mozarteum Akademie na Áustria.
1.o Prémio do Concurso RDP Jovens Músicos (1999) na classe de Música de Câmara e semi- finalista do Concurso Internacional de Canto do Canal Mezzo (2008).
Na qualidade de barítono solista destacam-se concertos com orquestras como a O. Nacional do Porto, O. Cascais e Oeiras, O. das Beiras, O. do Algarve, Camerata de Lyon, Ensemble D’Arcos, Sinfónica Portuguesa, Metropolitana de Lisboa e Fundação Calouste Gulbenkian.
Interpretação em: Flauta Mágica, W. A. Mozart; La Bohéme, G. Puccini; Carmina Burana, Karl Orff; Madame Butterfly, G. Puccini; Hänsel und Gretel, Humperdinck; Petite Messe Solennelle, Rossini; entre outras;
Protagonizou a ópera de câmara “O Corvo”, de Luís Soldado, a partir de Edgar Allan Poe, produzida pela Inestética companhia teatral.

Yara Cléo | Bailarina
Iniciou estudos em dança aos 4 anos, tendo sido aprovada para a escola da Companhia Nacional de Bailado em 1990 e terminado o percurso na Royal Academy of Dance em 1994, com a professora Cristina Filipe.
Licenciou-se em Psicologia, enquanto desenvolveu o seu interesse pelo teatro, pelas artes plásticas e continuou a estudar dança.
Foi aluna de Irina Chernyshova, Aldara Bizarro, Patrícia Vieira, Joana Saahira, Elsa Shams, Mauro Saunders e Mónica Savà, complementando a sua formação predominantemente clássica com as vertentes contemporânea, tradicional e étnica.
Desde 1998 participa em projectos de dança, actuando em espectaculos multidisciplinares, ministrando aulas de dança e movimento a pessoas de todas as idades.
Paralelamente à dança, desenvolve presentemente actividade criativa num projecto profissional próprio, na área da joalharia de autor, em Imbu Jewlry Designers.
Colabora com a INESTÉTICA desde 2012.

Sara Chéu | Bailarina
Licenciada em Dança pela Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, completou o secundário em Artes e animação circense no Chapitô em Lisboa. Depois de um estágio curricular na companhia de dança contemporânea CeDeCe, sob direcção de António Rodrigues e Graça Bessa, frequenta actualmente o mestrado em Artes cénicas na FCSH – Universidade Nova de Lisboa.
Fez parte do elenco BUGS de Catarina Vieira e Solange Freitas na Sede das Cias, Rio de Janeiro (2015). Participou no Festival Resolution! 2015 (The Place, Londres), intérprete na peça Plastisphere de Rosana Ribeiro (Katarse Ensemble). Foi debutante na performance DÉBUT da Inestética Companhia Teatral, sob a direcção de Alexandre Lyra Leite e movimento de Sofia Silva. Trabalhou com Francisco de Campos (Projecto Ruínas, residência em O Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo), Marina Frangioia e Cláudia Lucas Chéu onde deu apoio ao movimento dos actores na peça Violência – Fetiche do homem bom. Foi seleccionada para o programa de residências artísticas European Roots Movement ’13, onde co-criou oversweet experience.
A pedido da revista Gerador criou a foto-novela Comics Balloons para a 1a edição. Octávio de Olhos Fixos, uma peça de co-criação com Ângelo Cid Neto, tem sido apresentada ao público desde 2012 (peça vencedora do 1o Campeonato de Buskers – DIF Baixa-Chiado PT Bluestation e , tendo sido a sua última aparição no Festival Materiais Diversos ’14.

Ruben Lopes Jacinto | clarinete
Iniciou-se musicalmente na S.F. 1o de Dezembro. Ingressou na EMCN, EPMA e na ANSO. Concluiu a licenciatura em música, na Universidade de Évora com Étienne Lamaison.
Concluiu o Mestrado em Música – Performance no Trinity Laban Conservatoire of Music and Dance, com Joan Enric Lluna e Fiona Cross, onde recebeu vários prémios. Como Solista, gravou o Concerto para Clarinete no2 de Malcolm Arnold – BBC Radio 3, e estreou A Monologue with Radios do compositor Simone Spagnolo em St. Martins in the Fields.
É membro fundador do Ensemble Contemporaneus em Portugal e tem actuado em diversas formações, em várias salas de prestígio como o Access Theatre (NY), BBC Radio Theatre (LDN), Kings Place (LDN), Teatro São Luiz, Teatro Circo de Braga, entre outros. Teve a oportunidade de trabalhar com maestros como Edward Gardner, Sian Edwards, Howard Williams, Rafael Dalekta, Rui Pinheiro, Jean Sébastien Béreau, entre outros.
Desenvolveu projetos como: Retratinhos de Fernando Lopes Graça e Darwin; Moby-Dick (10 melhores espetáculos de teatro 2013 – Semanário expresso); e O som e a fúria como músico/ compositor/performer (Teatro Mosca). E também Serei eu Fugindo? (2013); Lisboa Muda (2014); O Corvo (2015) do compositor Luís Soldado (Inestética).
Atualmente leciona clarinete no Instituto Musical Vitorino Matono e na Orquestra Escolar de Sintra. O seu mais recente projeto musical – Tejo Ensemble, estreou dia 14 de Agosto.

José Grossinho | Electrónica em tempo-real
Começou a tocar Guitarra aos 11 anos tendo iniciado os seus estudos musicais de Guitarra e Bateria na Escola de Música Valentim de Carvalho. Teve vários professores particulares e aos 18 anos começou a aprender outros instrumentos como o Bandolim e a Guitarra Portuguesa. Ingressou no Cons. Reg. de Almada na classe de Guitarra Clássica do prof. Júlio Guerreiro e na licenciatura em Ciências Musicais da UNL. Após a licenciatura fez um mestrado em Acústica e Tecnologias da Música na Universidade de Edimburgo.
De 2009 a 2014 colaborou com o Sond’Ar-te Electric Ensemble tendo realizado várias estreias absolutas de obras. Colaborou com vários compositores como Miguel Azguime, Bruno Gabirro, Luis Soldado, José Luis Ferreira, Masataka Matsuo, Osamu Kadowaki e maestros como Pedro Neves, Laurent Cuniot ou Guillaume Bourgogne.
Actualmente é músico freelancer (Guitarra, Bandolim, Electrónica), professor de Guitarra na SFRAA e aluno da classe de Direcção do maestro Jean-Sébastien Béreau.

Tiago Vila | violoncelo
Tiago Vila é natural de Covilhã e iniciou os seus estudos musicais aos 16 anos de idade na Escola Profissional de Artes da Beira Interior na classe do Professor Rogério Peixinho. Na classe de música de câmara teve como professor Antonio Oliveira e Silva.
Fez parte da Orquestra Aproarte. Em 2004 continuou os seus estudos na Escola Superior de Musica e das Artes do Espectáculo do Porto na classe de violoncelo do Professor Jed Barahal e nas classes de música de câmara tendo como Professores : Jaime Mota, Pedro Silva, Ryszard Woycicki. Termina o ensino Superior na Escola Superior de Música de Lisboa.
Atualmente encontra-se a terminar o Mestrado em Ensino de Música na Escola Superior de Artes Aplicadas na classe da Professora Catherine Strynckx.
Participou em Masterclasses com os Professores: Miguel Rocha, Elisa Joglar, Luis Claret, Maria Macedo, Michael Strauss, Susanne Muller-Hornbach.
Fez parte da Banda do Exército durante sete anos, apresentando-se a solo com a mesma formação diversas vezes. Vem colaborando com a Inestética companhia teatral, Orquestra Clássica da Beira Interior , Quorum Ballet, Débora Rodrigues e Dulce Pontes. Actualmente é Professor de violoncelo da Academia de Música de Óbidos, e Professor de violoncelo e orquestra no projecto especial Orquestra Geração.
É membro da Orquestra de Câmara de Almada.

Rita Leite | Concepção Visual
Licenciada em Design Visual pelo IADE, Escola Superior de Design, Lisboa. Tem o Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo pelo Fórum Dança, Lisboa, e o Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores pelo INEPI, Lisboa. Ao nível do design, tem vindo a desenvolver desde 1994 projectos de comunicação visual para diversas áreas, com maior incidência no sector artístico e cultural, nomeadamente teatro, música e exposições. Destacam-se os projectos de design gráfico para Inestética, Museu do Neo- realismo, Magneticarts e Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
Desde 2002 é membro da direcção da Inestética companhia teatral, tendo iniciado a sua colaboração com a companhia em 1992 como actriz, passando mais tarde a colaborar também como produtora, designer, assistente de encenação e concepção visual em diversos espectáculos. Realizou o seu primeiro trabalho de encenação em 2009 com a performance Table Set, em 2011 escreveu e encenou o espectáculo de teatro infantil “O Planeta das Palavras” e em 2012 concebeu a performance “JoanaDark”, com estreia no Teatro Rápido, Lisboa.

Rita Álvares Pereira | Figurinista
Lisboa, 1982. Licenciou-se em Design de Cena, ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema. Estagiou no TNDMII. Trabalhou na Marcha do Castelo desde 2004, onde obteve 4 prémios de figurinos e 2 de cenografia. Trabalhou como cenografista, figurinista e aderecista para o T.N.S.C. em várias óperas, Fundação Calouste Gulbenkian, Casino Estoril, Teatro Aberto, Teatro Ma Vitória, Teatro dos Aloés, em ”O Musical do Panda” (3 anos), entre outros. Foi assistente de guarda-roupa no Cirque du Soleil – “Quidam”. Leccionou Cenografia no Chapitô e Arte para Crianças na Culturgest. Em maquilhagem/caracterização participou em várias peças de teatro, curtas e longas metragens, spots publicitários e videoclips. Actualmente desenvolve dois projecto – Rita Costumista (design de vestidos de noiva) e Gosto de Ti Events (empresa de produção de eventos).

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