Laboratório de Criação de Ópera Contemporânea | Composição

LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO DE ÓPERA CONTEMPORÂNEA
COMPOSIÇÃO
Palácio do Sobralinho
Set a Dez 2018

descrição

A produção contemporânea de ópera tem vindo a apostar em modelos não convencionais, que implicam outras abordagens e metodologias artísticas, explorando novas relações com o espaço e o público.
Estas criações, frequentemente apresentadas em contextos e locais alternativos, recorrem a lógicas de composição, produção e comunicação distintas daquelas que são apresentadas na maioria dos grandes teatros de ópera.
Atenta a esta nova realidade, a Inestética está a desenvolver um projecto integrado de pesquisa, formação e criação, com base na experiência adquirida na produção e difusão nacional das óperas de câmara Tabacaria (2017), O Corvo (2015) e Serei Eu Fugindo? (2013).
No decurso deste laboratório de composição, dirigido pelo compositor Luís Soldado, os participantes terão também oportunidade de trabalhar em parceria com um encenador, dois cantores profissionais, um pianista e um ensemble de quatro elementos.

objectivos

Estimular e promover a criação de ópera contemporânea, explorando novos modelos de composição/produção.
Desenvolvimento e apresentação pública dos projectos criados em contexto de laboratório.

destinatários

Compositores e estudantes de composição em fase final de ciclo de estudos superiores.

direcção artística

Luís Soldado (compositor)

Investigador integrado no Centro de Sociologia e Estética Musical, CESEM, Universidade Nova de Lisboa, onde se encontra a desenvolver projetos relacionados com o estudo e composição de ópera contemporânea e suas novas formas de comunicação, como bolseiro de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Desde 2015 ocupa o cargo de Compositor Associado da Orquestra Clássica do Sul. A sua música tem sido programada por vários grupos e orquestras, entre os quais, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, London Contemporary Chamber Orchestra, Nederlands Blazers Ensemble, RCM Sinfonietta, Orquestra Gulbenkian e Composers Ensemble. De entre as suas obras mais recentes, destacam-se a ópera de câmara Hotel Suite, com libreto de Rui Zink, estreada em 2011, em Londres, a ópera Fado Olissiponense, com libreto de Rui Zink, estreada em 2012 no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, a ópera de câmara O Corvo (editada em CD), a partir de Edgar Allan Poe, estreada em 2015 pela Inestética, e ópera de câmara Tabacaria (editada em CD), a partir de Fernando Pessoa, estreada em 2017 pela Inestética.

candidaturas

Até 31 Julho 2018
Enviar biografia, contactos, uma ou duas obras originais em formato pdf (preferencialmente para voz e piano ou voz e ensemble) e gravações/links audio, se disponíveis, para o email palacio@inestetica.com

selecção / nº vagas

6 participantes (máximo)

duração

42 horas
(incluindo 27 horas com cantores líricos, 18 horas com pianista e 9 horas com ensemble)

local

Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira (a 20 minutos de Lisboa)
ver localização

datas e horário

Setembro
Sab 15 Setembro – 10:00/17:00*
Dom 16 Setembro – 10:00/17:00*
Sab 29 Setembro – 10:00/17:00*
Novembro
Sab 03 Novembro – 10:00/17:00*
Dom 04 Novembro – 14:00/17:00
Sab 24 Novembro – 10:00/17:00*
Dezembro
Sab 01 Dezembro – 14:00/17:00
Sab 08 Dezembro – 10:00/17:00*
* pausa para almoço (1 hora)

preço

150€ (pagamento de 50% no acto de inscrição)

apresentação pública

Os projectos finais a desenvolver em laboratório (mini-óperas escritas para voz e ensemble) serão apresentados ao público em Janeiro de 2019, no Palácio do Sobralinho.

colaboração pedagógica/artística

Alexandre Lyra Leite (encenador)
Rui Baeta (barítono)
Inês Simões (soprano)
Helder Marques (piano)
Daniela Pinheiro (flauta)
Catherine Stockwell (fagote)
Magda Pinto (viola)
Sofia Azevedo (violoncelo)

produção

Inestética companhia teatral

estrutura financiada por

República Portuguesa – Ministério da Cultura / DGArtes
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

apoio

CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical – FCSH/UNL

Laboratório dirigido por Luís Soldado no âmbito do seu pós-doutoramento (SFRH/BPD/114908/2016), a decorrer no Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.