AS FLORES DO MAL | ÓPERA, a partir de poemas de Charles Baudelaire

AS FLORES DO MAL | ÓPERA
de Luís Soldado & Alexandre Lyra Leite
a partir de Charles Baudelaire

Palácio do Sobralinho, Vila F. Xira
31 Out a 17 Nov 2019

Os poemas “condenados” e banidos do livro “As Flores do Mal” foram o ponto de partida para a criação do libreto e composição musical desta ópera, que exalta a transgressão poética de Charles Baudelaire nas múltiplas e contraditórias emoções do masculino e do feminino.

Considerada um dos expoentes máximos da poesia moderna e simbolista, esta obra do poeta francês, publicada em 1857 e recolhida poucos dias após o seu lançamento por atentado à moral, aborda as temáticas intemporais do amor e do erotismo, desejo, vício, solidão e decadência, com uma  inquietante sensualidade. Seis poemas foram suprimidos para que o livro de Baudelaire pudesse voltar a ser editado.

A nova aposta da Inestética no domínio da criação de ópera contemporânea surge na sequência do êxito alcançado com as produções anteriores, nomeadamente “O Corvo” (2015), a partir de Edgar Allan Poe, e “Tabacaria” (2017), a partir de Fernando Pessoa, editadas em CD e apresentadas em várias salas do país.

As Flores do Mal | ópera, a partir de Charles Baudelaire
As Flores do Mal | ópera, a partir de Charles Baudelaire
As Flores do Mal | ópera, a partir de Charles Baudelaire

fotos © Alexandre Lyra Leite

As Flores do Mal não contêm poemas históricos nem lendas; nada que tenha que ver com uma forma narrativa. Nenhum discurso filosófico. A política está ausente, as descrições são escassas e sempre significativas. Mas tudo no livro é fascinação, música, sensualidade poderosa e abstracta… Luxo, forma e voluptuosidade.
– Paul Valéry –

Ficha Artística

Música Luís Soldado
Poemas Charles Baudelaire
Tradução Rita Leite
Libreto e Encenação Alexandre Lyra Leite
Direcção Musical Rui Pinheiro
Figurinos Rita Álvares Pereira

Barítono Rui Baeta
Soprano Inês Simões
Soprano Célia Teixeira
Flauta Daniela Pinheiro
Viola d’arco Magda Pinto
Violoncelo Sofia Azevedo
Contrabaixo Samuel Pedro

Concepção visual Rita Leite
Make-up e cabelos Catarina Esteves
Desenho de luz Alexandre Lyra Leite
Direcção técnica Fernando Tavares 
Design gráfico Rita Leite
Gravação e Edição audio José Grossinho
Registo e Edição vídeo Vítor Hugo Costa
Pianista correpetidor Helder Marques
Apoio à produção Susana Serralha
Produção Inestética companhia teatral 2019
Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura / DGArtes e Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Apoios União das Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho, Arte Franca – Publicidade, Imarte – Design, [Metafilmes], Pingo Doce, Ateneu Artístico Vilafranquense

2019 | 60 min | M/14


Biografias

Luís Soldado
compositor

Investigador integrado no Centro de Sociologia e Estética Musical, CESEM, Universidade Nova de Lisboa, onde se encontra a desenvolver projetos relacionados com o estudo e composição de ópera contemporânea e suas novas formas de comunicação, como bolseiro de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Desde 2015 ocupa o cargo de Compositor Associado da Orquestra Clássica do Sul. A sua música tem sido programada por vários grupos e orquestras, entre os quais, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, London Contemporary Chamber Orchestra, Nederlands Blazers Ensemble, RCM Sinfonietta, Orquestra Gulbenkian e Composers Ensemble. De entre as suas obras mais recentes, destacam- se a ópera de câmara Hotel Suite, com libreto de Rui Zink, estreada em 2011, em Londres, a ópera Fado Olissiponense, com libreto de Rui Zink, estreada em 2012 no Teatro Nacional de São Carlos. Com a Inestética compôs a ópera de câmara “O Corvo”, a partir de Edgar Allan Poe, estreada em 2015 e editada em CD em 2016, a ópera “Tabacaria”, a partir de Fernando Pessoa, estreada em 2017, e a música do espectáculo “Noir”, de Alexandre Lyra Leite, a partir de Edward Gorey.

Alexandre Lyra Leite
libreto e encenação

Estudou Cinema na ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema e Produção e Gestão Teatral no IFICT – Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral, em Lisboa. Em 1991 fundou a Inestética companhia teatral, onde desenvolve actividade profissional como director artístico, encenador, produtor e autor. Director artístico do projecto Palácio – Espaço de Criação e Difusão das Artes, Palácio do Sobralinho, desde 2013. Encenou espectáculos nas áreas do teatro, performance e ópera, bem como vários musicais infantis para a Universal Music Portugal. Formador entre 2006 e 2018 na ETIC, Lisboa, nos cursos de Realização, Vídeo e Animação 2D/3D. Premiado em três edições do Concurso “O Teatro na Década”, organizado pelo Clube Português de Artes e Ideias, e bolseiro na área de Artes do Espectáculo/Teatro do Centro Nacional de Cultura, Lisboa, e da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi distinguido com a Placa de Mérito Cultural da Cidade de Vila Franca de Xira, em 1996.

Rui Pinheiro
direcção musical

Actual Maestro Titular da Orquestra Clássica do Sul (Algarve). Terminou recentemente um contrato de dois anos como Maestro Associado da Orquestra Sinfónica de Bournemouth (Reino Unido). Em Portugal dirige regularmente as orquestras Gulbenkian e Sinfónica Portuguesa entre outras. Internacionalmente destacam-se concertos com a Ópera de Gales, Orquestra Sinfónica de Bournemouth, Orquestra Estatal ‘Ion Dumitrescu’ (Roménia) e apresentações nos BBC-PromsPlus, festival Vienna – City of Dreams (Philarmonia Orchestra) e no Barbican em Londres. Foi Director Musical do Ensemble Serse (ópera barroca em instrumentos de época) e do Ensemble Disquiet (música contemporânea). Possui um Mestrado em Direcção de Orquestra do Royal College of Music (Londres). Após concluir a licenciatura em piano na ESMAE estudou na Academia Ferenc Liszt (Budapeste). Possui um Mestrado em Artes Musicais da Universidade Nova de Lisboa. Gravou para a RDP–Antena 2, BBC-Radio 3 e para a Numérica.

Rui Baeta
barítono

Diplomado em Canto pela Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa (1998) e licenciado em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa (2002). Barítono, cantor solista, intérprete, professor de técnica vocal e criador/director de projectos musicais. Já colaborou com os encenadores Diogo Infante, Ricardo Pais, Alexandre Lyra Leite, João Grosso, Olga Roriz, Jonh Retalack, Nuno Cardoso, André Kowlavski, João Lourenço e Jorge Silva Melo, entre outros. Aperfeiçoamento artístico na Fondation Hindemith na Suíça, na Academie Francis Poulenc em França e na Mozarteum Akademie na Áustria. Na qualidade de barítono solista destacam-se concertos com Orquestra Nacional do Porto, Orquestra de Cascais e Oeiras, Orquestra das Beiras, Orquestra do Algarve, Camerata de Lyon, Ensemble D’Arcos, Sinfónica Portuguesa, Metropolitana de Lisboa e FCG. Protagonizou a ópera de câmara “O Corvo”, de Luís Soldado, a partir de Edgar Allan Poe, e a ópera “Tabacaria”, de Luís Soldado, ambas produzidas pela Inestética companhia teatral.

Inês Simões
soprano

É Mestre em Artes, Estudos Vocais Avançados, pela Wales International Academy of Voice, onde estudou com Dennis O’Neill, e em Canto pela Guildhall School of Music and Drama, onde ganhou o Tracey Chadwell Memorial Prize, participou no curso Opera Works da English National Opera, e coordenou o projeto Mini Operas. É licenciada pela Academia Nacional Superior de Orquestra. Ganhou o 3º lugar do Prémio Jovens Músicos 2010 e o 2º lugar no Prémio José Alegria em 2008. Em ópera, trabalhou com os maestros Hannu Lintu, Paul McCreesh, João Paulo Santos e Nuno Côrte-Real, os encenadores Alexandre Lyra Leite, Ricardo Neves-Neves, Figueira Cid, Max Hoehn e Fernanda Lapa. Apresentou-se em várias cidades do país, no âmbito do projeto europeu ENOA, em vários festivais em Londres e colaborou com Festival Dias da Música no CCB, Festival Terras Sem Sombras, Ensemble d’Arcos e Ensemble Contemporaneus. Apresenta-se regularmente em recital e é uma grande entusiasta de música contemporânea, tendo cantado para o Oxford Lieder Festival, Song in the City Concert Series, Barbican Hall, Barbican Pit, Sadler’s Wells, London Coliseum, British Museum, Millennium Centre, BBC Radio 3 In Tune e Antena 2. Em 2015 lançou o seu primeiro Cd – Alma Ibérica – pela Editora Discográfica Sonus Music. Co-protagonizou a ópera de câmara “Tabacaria”, de Luís Soldado, produzida pela Inestética companhia teatral.

Célia Teixeira
soprano

Licenciada em Canto Lírico pela Escola Superior de Música de Lisboa (2017) e a frequentar o mestrado em Ensino da Música na mesma Instituição. Apresentou-se como cantora solista nos espetáculos “Once upon a time”, “Arquivo” e na ópera “Pinocchio” de Pierangelo Valtinoni no Theatro Circo. Integrou também os espetáculos “Orfeu e Eurídice” de Olga Roriz, “Ester” do atelier de ópera da ESML e “Baú da Descoberta” de Sara Ross e Daniel Davis. Apresentou-se com o Coro Divino Sospiro no Festival Internacional de Música de Marvão e no Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi solista das obras “O mar que se quebra” do compositor João Carlos Pinto, “Lilith” do compositor Pedro Finisterra e “ Courage to follow the way” do compositor Daniel Davis. Protagonizou a ópera de câmara “Precisas de falar?” do compositor Francisco Fontes produzida pelo Gnration. Já colaborou inúmeras vezes com o Festival Peças Frescas no São Luiz Teatro Municipal, o Festival Dias da Música no CCB, o Festival Música Viva da Miso Music e com o Programa Jovens Compositores do Teatro Nacional de São Carlos. Colaborou também com os encenadores Claudio Hochman, Manuel Jerónimo, Tiago Rodrigues, Linda Valadas, Olga Roriz, Ávila Costa e Manuela Ferreira e com os maestros Alberto Roque, Paulo Lourenço, Massimo Mazzeo, António Baptista, Paulo Matos, entre outros.